Após chamar estudantes de maconheiros, Delegado Waldir diz que fala dos grupos ia contra o regimento

Sessão precisou ser encerrada após parlamentares da base não concordarem com direito de fala cedido a líderes estudantis

Uma reunião da Comissão de Educação da Câmara dos Deputados realizada nesta quarta-feira, 22, foi encerrada após confusão entre representantes estudantis e parlamentares da base do governo. Entre os deputados federais envolvidos, Delegado Waldir (PSL) afirmou ao Jornal Opção que houve quebra de regimento.  

A reunião que teve a presença do ministro Abraham Weintraub discutia desde às 9h da manhã diversos temas ligados ao Ministérios da Educação (MEC). A confusão ocorreu após a presidenta da comissão decidir dar dois minutos de fala para os representantes da União Nacional dos Estudantes (UNE) e União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes). Waldir afirma  que haviam inscrições de outros parlamentares e, por isso, as falas estariam indo contra o regimento.

Entretanto, conforme relato do presidente do Sindicato dos Docentes das Universidades Federais de Goiás (Adufg), Flávio Alves, que participa da comissão e estava presente nesta quarta-feira, 22,  já havia sido deliberado pela fala dos estudantes no início da sessão e que havia sido definido que ambos poderiam utilizar do tempo no fim do encontro.

Ainda de acordo com Flávio, após o teto de tempo estabelecido, a presidente indicou que a sessão iria ser retomada em uma nova data e que os parlamentares inscritos se pronunciariam na ocasião e que, pela presença dos estudantes, concederia os dois minutos de fala para encerrar os trabalhos.

Delegado Waldir

De acordo com o deputado federal Delegado Waldir (PSL) houve quebra do regimento ao passar a fala dos estudantes na frente dos parlamentares inscritos. O parlamentar acusou ainda de serem os estudantes “apenas maconheiros”. “Um dos militantes tentou agredir o ministro e por isso eu sai conduzindo o Weintraub até a porta”, acusou.

Sobre a alegação de Waldir, Flávio afirma que não houve tentativa de agressão e que o estudante teria se dirigido até a mesa perguntando o porquê do impedimento da fala.

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