Após briga na Câmara, Alysson Lima diz ter sido ameaçado por Clécio Alves

Vereador do PRB alega que recebeu ameaças após afirmar que houve irregularidades durante a eleição para definir a presidência e a relatoria da CEI do transporte público

Alysson alega ter sido ameaçado nesta terça-feira (29) | Foto: Reprodução

O vereador Alysson Lima (PRB) denunciou ter sofrido ameaças do colega Clécio Alves (PMDB) nesta terça-feira (29/3) durante sessão na Câmara Municipal. O peemedebista teria ameaçado processar não só o parlamentar como também a Rede Record — emissora para a qual Alysson trabalha.

De acordo com o vereador do PRB, as ameaças seriam motivadas pelas denúncias de irregularidades nas eleições para a presidência da Comissão Especial de Inquérito (CEI) do Transporte Público, realizada no último dia 23. “Diante disso tudo a população de Goiânia que defendo há tantos anos, também está sendo ameaçada”, defendeu.

As votações que definiram o presidente e o relator da CEI — Clécio Alves e Anselmo Pereira (PSDB), respectivamente — são alvo de polêmica na Câmara. Quatro integrantes da comissão estão insatisfeitos com o pleito. Além de Alysson Lima, Emilson Pereira (PTN), Sargento Novandir (PTN) e Paulo Daher (DEM) querem que o presidente eleito da CEI comprove a lisura do processo eleitoral.

Para o vereador Alysson Lima, a eleição da CEI do Transporte Coletivo foi cheia de erros e um “processo de cartas marcadas”. “Uma das principais mensagens que a sociedade tem mandado para a classe política é a cobrança de transparência e lisura em todos os processos. E a eleição dos dirigentes desta CEI não teve a menor credibilidade”, defende.

A polêmica

Em sessão na última quinta (23), o vereador Sargento Novandir denunciou as eleições para a presidência da CEI do Transporte Público, na primeira sessão do colegiado. Segundo ele, o vereador Clécio Alves, eleito para a presidência, teria feiro um acordo com Anselmo para que o tucano ficasse com a relatoria.

Segundo Novandir, o primeiro problema é que, até o início da votação, Anselmo nem sequer era candidato. Quando ela começou, no entanto, ele resolveu concorrer, o que, aponta, não poderia ter ocorrido. Em seguida, Clécio se absteve de votar para relator e, desse modo, Novandir foi eleito relator da CEI.

Em seguida, no entanto, Clécio teria conversado com Anselmo, que o informou quem venceria caso ele não votasse. O presidente da CEI voltou atrás na decisão de se abster e, então, optou pelo tucano. Tanto Clécio quanto Anselmo negaram veementemente ter feito qualquer tipo de acordo. O presidente da CEI, inclusive, ameaçou renunciar caso fosse comprovado que houve irregularidade na eleição.

A reportagem tentou contato com o vereador Clécio Alves para comentar as denúncias, mas não foi atendida até o fechamento da matéria.

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