Após audiência, dono de laboratório e biomédico suspeitos de fraudar exames são soltos

Imuno Laboratório Clínico foi interditado na última quinta-feira (22/3) após ação da Polícia Civil por suspeita de fraude em exames de pacientes do SUS

Após audiência de custódia realizada nesta sexta-feira (23/3), foram soltos o farmacêutico Selim Jorge João e o biomédico Edson Yukazu Ozawa do laboratório Imuno Laboratório Clínico, alvo de ação da Polícia Civil por suspeita de fraude em exames de pacientes do SUS e caótica condições de armazenamento de materiais colhidos.

Em entrevista ao Jornal Opção, o advogados dos dois, Breno de Freitas Kechichian, afirmou que o relaxamento da prisão foi solicitado por que os crimes “não têm lógica”.

O Imuno Laboratório Clínico foi interditado na última quinta-feira (22) por usar materiais para a realização dos procedimentos de forma negligente. De acordo com a polícia, kit indicado para realizar cerca de 50 exames era usado mais de 600 vezes.

As investigações apontam ainda que o equipamento de exames estava quebrado, portanto os resultados eram analisados a olho nu. Por isso, a corporação trabalha com a possibilidade de que vários exames realizados no laboratório estejam com resultado adulterado e fora da condição médica do paciente.

De acordo com o advogado, na verdade a abordagem foi montada. “Não tem material vencido, nem fraude quando ao SUS. Tudo sempre foi feito na maior regularidade”, declarou. Segundo ele, assim que forem constatadas todas as inverdades as providências cabíveis serão tomadas.

O processo contra o laboratório ainda segue e o inquérito ainda não foi arquivado apesar da soltura dos envolvidos.

Investigação

O delegado do 1º Distrito Policial de Goiânia, Izaías Pinheiro, responsável pelo caso, revelou que mais quatro laboratórios estão sendo investigados em Goiânia por falsificar exames clínicos. Todos os estabelecimentos podem ser fechados pela vigilância sanitária.

“Quando a Vigilância Sanitária estiver nos laboratórios e solicitar a presença da Polícia Civil, iremos comprovar se existem provas criminosas para promover a interdição”, disse. O delegado afirmou que ainda não é possível saber quais são as clínicas e nem quando vão ocorrer as abordagens.

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