Apesar de crescimento na participação na indústria goiana, salário da mulher ainda é menor que de homem

Nos últimos cinco anos, número de empregadas no setor industrial subiu de 22,75% para 25,91%; diferença entre média salarial de homens e mulheres é de 10,34%

Dados do Ministério do Trabalho e Emprego levantados pela Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg) mostram que a mulher aumentou sua participação na indústria de Goiás tanto em quantidade quanto em remuneração.

Entre 2009 e 2013, o percentual de trabalhadoras saiu de 22,75% para 25,91%. Em números absolutos, de 59.161 mulheres em 2009, a indústria passou a empregar 80.327. No mesmo período, o número de homens passou de 200.901 para 253.118.

Outro fator apontado pela pesquisa mostra que mesmo com o aumento na participação das atividades industriais, ainda não há igualdade quando o assunto é salário: enquanto em 2013 os homens ganhavam, em média, 2,9 salários mínimos, as mulheres recebiam 2,6, uma diferença de 10,34%.

Cursos profissionalizantes

Um dos reflexos do aumento da presença no mercado de trabalho é o aumento da busca pela qualificação profissional. Dados do Senai apontam que de 2010 a 2014 o número de matrículas de mulheres teve um aumento de 147,6%.

Além disso, 45% dos 175.448 alunos que estão matriculados em cursos de formação profissional realizados pelas unidades da instituição em Goiás são do sexo feminino.

O setor com maior crescimento de matrículas de mulheres, com um aumento de 379%, foi o de automação, seguido pelos cursos da área automotiva (um salto de 308%) e, por último, do segmento de construção, com ampliação de 82%.

Polos industriais em Goiás

Dos quatro maiores polos industriais goianos (Goiânia, Aparecida de Goiânia, Anápolis e Rio Verde), o da capital do Estado é o que apresenta a maior média salarial feminina: 2,9 salários mínimos. A média de Goiânia contraria a do restante de Goiás e é maior que a dos homens, de 2,8 salários mínimos.

Para o economista da Fieg, Cláudio Henrique de Oliveira, o aumento da participação da mulher na indústria pode ter diversas causas, a primeira que ele lista é a necessidade de ampliação da renda familiar.

Enfatizando também as mudanças culturais e de valores ao longo do tempo, ele pontua que o gênero feminino, na busca da valorização pessoal e social, tem se consolidando cada vez mais no mercado de trabalho. “Outro ponto que deve ser levado em consideração é a diferença de habilidade, entre homens e mulheres, para determinadas atividades”, completa Oliveira.

*Com informações da assessoria de comunicação da Fieg

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