Apesar de afirmar que não irá se candidatar, Luiza Trajano se diz uma “pessoa política”

Cotada para às eleições presidenciais do próximo ano, a presidente do conselho de administração do Magazine Luiza afirma não ter pretensões político-partidárias

Presidente do conselho de administração do Magazine Luiza | Foto: Reprodução

Ainda que, nos últimos meses, tenha sido considerada grande símbolo de liderança feminina no país e tenha tido seu nome incluído como opção de candidata em pesquisas eleitorais à disputa presidencial de 2022, a presidente do conselho de administração do Magazine Luiza, Luiza Trajano, diz descartar a ideia de disputar qualquer cargo político. No entanto, ressalta ser “uma pessoa política”.

“Eu te digo que descarto a ideia de participar de qualquer cargo político para eleição, mas quero deixar claro que eu sou uma (pessoa) política e penso o Brasil. E, com um grupo de quase 100 mil mulheres, vou assumir uma posição política apartidária para defender causas que sejam boas para o Brasil”, diz Luiza, ao Estadão.

Ainda que ela afirme que tenha evitado utilizar a expressão “definitivamente descartada”, ela afirma que não viabiliza qualquer possibilidade de candidatura. Em setembro deste ano, Trajano foi a única brasileira a aparecer na lista de 100 pessoas mais influentes da revista Time. Ao se pontuar como uma pessoa política, a influência de Luíza é exemplificada com o Unidos pela Vacina. O projeto foi capitaneado pelo grupo Mulheres do Brasil e colaborou para uma imunização mais acelerada da população brasileira.

“Junto com o grupo Mulheres do Brasil e com a união de várias entidades, nós conseguimos estar juntos com o Ministério da Saúde para poder vacinar. Não podemos dizer que o ministério não esteve junto. Com ajuda das prefeituras, mais de 2 milhões de produtos foram entregues para cada um desses municípios”, relembra a empresária.

No Mulheres do Brasil, grupo político suprapartidário, Luiza ressalta a intenção de aumentar os cargos de liderança ocupados por mulheres. “Criamos a campanha “Pula para 50”, para que 50% de cadeiras estejam com mulheres. Porque a gente acredita que isso vai ajudar muito. O papel da mulher hoje, especialmente após a pandemia, tem destaque muito maior. E a agenda ESG (sigla em inglês para ações ambientais, sociais e de governança) tem ajudado muito no despertar para a necessidade de mais mulheres na liderança de empresas também”, exemplifica.

Ao justificar sua decisão de participar da política fora dos palanques e das disputas eleitorais propriamente ditas, Luiza ressalta que seu principal papel é no abraço de projetos e causas que defendem a diversidade de raça e gênero. “Hoje, com um grupo de quase 100 mil mulheres, a gente vai assumir uma posição política apartidária para defender projetos e causas para o Brasil. Vamos fazer um planejamento estratégico de 2022 a 2032 nas áreas de educação, saúde, habitação e emprego”, diz.

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