A valorização dos imóveis em Goiânia tomou caminhos diferentes no primeiro semestre de 2026. Enquanto os apartamentos tiveram alta mediana de 5% e as casas avançaram 3,2%, os lotes seguiram na direção contrária e registraram queda de 3,7%. Entre os 35 bairros analisados nesse último segmento, 22 apresentaram redução nos preços anunciados.

Os números fazem parte do Guia Imobiliário, elaborado pelo Secovi Goiás em parceria com o 62Imóveis. O estudo acompanha preços anunciados, quantidade de imóveis disponíveis e tempo necessário para comercialização em diferentes regiões da capital.

Além da maior valorização, os apartamentos concentram a maior parte da oferta analisada. Foram identificados 19.370 imóveis anunciados para venda, com preço mediano de R$ 7.260 por metro quadrado.

Também é o segmento em que os imóveis permanecem menos tempo anunciados. O prazo mediano até a venda foi de 4,7 meses, contra 6,7 meses para casas e 6,8 meses para lotes.

As casas somaram 4.026 ofertas, com valor mediano de R$ 5.410 por metro quadrado. Já os terrenos tiveram 1.490 anúncios e preço mediano de R$ 1.460 por metro quadrado.

Para o vice-presidente do Secovi Goiás, Benjamin Ragonezi, parte da diferença está relacionada ao que os compradores passaram a buscar nos imóveis.

“Os apartamentos têm mudanças do perfil do consumidor final, procura por mais segurança, comodidade, etc. Diferente do consumidor investidor que, além de observar também esses fatores, vislumbra uma liquidez mais rápida ou uma locação acima da média atual praticada no mercado”, explica.

Preço do apartamento varia entre bairros

Mesmo entre os apartamentos, a valorização não ocorreu na mesma proporção em toda a cidade.

O Setor Leste Vila Nova apresentou uma das maiores altas do período, de 18,9%. Logo depois aparece o Setor Sudoeste, com avanço de 18,4%. No Setor Goiânia 2, a valorização chegou a 14,4%.

Segundo Ragonezi, o resultado do Leste Vila Nova pode estar relacionado à localização e à proximidade com regiões como o Setor Leste Universitário e o Centro, além da facilidade de acesso a diferentes pontos da cidade.

“Um dos bairros mais tradicionais de Goiânia, irmão siamês do Setor Leste Universitário, o consumidor final ou o investidor busca melhor custo-benefício, próximo das faculdades, ao Centro da capital e, para não falar das facilidades que proporcionam os eixos de mobilidade para diversas regiões da cidade”, afirma.

Quando o critério é preço, porém, o Setor Marista permanece em outro patamar. O metro quadrado mediano dos apartamentos chegou a R$ 11.188 no bairro, o maior entre as regiões analisadas.

O Park Lozandes aparece em seguida, com R$ 10.133 por metro quadrado.

Já o Setor Bueno se destaca pelo tamanho da oferta. Foram contabilizados 5.338 apartamentos anunciados, o maior volume entre os bairros avaliados.

Lotes seguem caminho contrário

Se os apartamentos avançaram, os terrenos encontraram um cenário mais difícil. A retração mediana foi de 3,7%, e a maioria dos bairros avaliados apresentou redução nos valores anunciados.

Na avaliação de Ragonezi, a quantidade de terrenos disponíveis em algumas regiões ajuda a explicar esse movimento. Quando a oferta cresce sem que a procura acompanhe no mesmo ritmo, os preços ficam pressionados.

“O excesso de ofertas em várias regiões dilui os preços e força uma retração diante da baixa procura, taxas de juros do crédito imobiliário, dos materiais de construção, falta de mão de obra. Tudo isso impacta nessa tipologia e exige um esforço muito grande do consumidor final ou do investidor”, afirma.

Há, porém, exceções.

O Moinho dos Ventos apresentou valorização de 45,9%. O resultado deve ser observado com cautela porque o levantamento encontrou apenas dez ofertas no bairro, uma amostra reduzida que pode provocar oscilações maiores no indicador.

No Residencial Aldeia do Vale, onde foram contabilizadas 207 ofertas, a valorização chegou a 16,5%. O prazo mediano de comercialização foi de 6,8 meses.

Retorno de apartamentos chega a 11,7%

O estudo também calculou um retorno anual combinado mediano de 11,7% para apartamentos. O indicador soma a valorização estimada do imóvel ao rendimento bruto obtido com aluguel.

O percentual, no entanto, não representa necessariamente o ganho líquido do proprietário. Despesas como impostos, manutenção, inadimplência e períodos em que o imóvel permanece sem inquilino não são descontadas desse cálculo.

Ragonezi ressalta ainda que comparar diretamente imóveis com aplicações financeiras exige considerar as diferenças de liquidez e os custos envolvidos em cada modalidade.

“No mercado financeiro, a liquidez é mais rápida, mas existem riscos. O investimento em um imóvel, a liquidez é mais demorada, mas tem que levar em consideração vacância, inadimplência, impostos etc.”, afirma.

Juros ainda pesam sobre decisões de compra

Para o segundo semestre, a avaliação do Secovi Goiás é de continuidade da atividade do mercado imobiliário, mas com fatores econômicos capazes de limitar o ritmo de vendas.

Entre eles estão os juros elevados, que encarecem o financiamento e podem fazer famílias adiarem a compra de imóveis.

“Infelizmente, os fatores econômicos e a insegurança jurídica que estão presentes atualmente no país ainda trazem profundos impactos no mercado imobiliário. As altas taxas de juros também contribuem trazendo uma grande pressão no mercado de locações e, por muitas vezes, fazem o consumidor final adiar a compra de seu novo lar”, diz Ragonezi.

Os números do Guia Imobiliário representam os valores pedidos pelos proprietários nos anúncios, e não necessariamente o preço pelo qual os imóveis foram vendidos. O levantamento considera imóveis prontos para morar e não inclui lançamentos imobiliários.

O mercado imobiliário de Goiânia apresentou comportamentos distintos no primeiro semestre de 2026, com apartamentos registrando valorização mediana de 5%, casas avançando 3,2% e lotes enfrentando retração de 3,7%. Os dados fazem parte do Guia Imobiliário, elaborado em parceria entre o Secovi Goiás e o 62Imóveis, que reúne informações sobre preços, oferta e liquidez em diferentes bairros da capital.

Segundo a análise do Secovi Goiás, as diferenças entre os segmentos estão relacionadas, entre outros fatores, às mudanças no perfil dos consumidores, às características da oferta e às condições econômicas. Enquanto os apartamentos concentram o maior volume de anúncios e apresentam menor prazo mediano de venda, os lotes enfrentam dificuldades em regiões onde a quantidade de terrenos disponíveis supera a procura.

No segmento de apartamentos, foram contabilizadas 19.370 ofertas de venda, com preço mediano de R$ 7.260 por metro quadrado e prazo mediano de comercialização de 4,7 meses. As casas, por sua vez, reuniram 4.026 ofertas, com preço mediano de R$ 5.410/m² e prazo de venda de 6,7 meses.

Já os lotes somaram 1.490 ofertas, com preço mediano de R$ 1.460/m² e liquidez de 6,8 meses. De acordo com Benjamin Ragonezi, vice-presidente do Secovi Goiás, o desempenho dos apartamentos está relacionado às características procuradas pelos consumidores, como segurança, comodidade e infraestrutura.

“Os apartamentos têm mudanças do perfil do consumidor final, procura por mais segurança, comodidade, etc. Diferente do consumidor investidor que, além de observar também esses fatores, vislumbra uma liquidez mais rápida ou uma locação acima da média atual praticada no mercado”, explica.

Ele também avalia que a valorização das casas, embora mais moderada, está associada à preferência dos consumidores por esse tipo de imóvel. “Casas, apesar de ocorrer uma valorização pouco tímida, mas positiva, é influenciada pela preferência do consumidor final ou do investidor”, afirma.

Entre os bairros analisados, o Setor Marista apresentou o maior preço mediano dos apartamentos, com R$ 11.188 por metro quadrado, seguido pelo Park Lozandes, com R$ 10.133/m². O Setor Bueno concentrou o maior número de anúncios, com 5.338 ofertas de venda.

Setor Leste Vila Nova e Marista se destacam

A valorização dos apartamentos também apresentou diferenças expressivas entre os bairros. O Setor Leste Vila Nova registrou alta de 18,9%, enquanto o Setor Sudoeste avançou 18,4% e o Setor Goiânia 2, 14,4%. Na avaliação do representante do Secovi Goiás, a localização e a infraestrutura ajudam a explicar o desempenho do Setor Leste Vila Nova.

“Um dos bairros mais tradicionais de Goiânia, irmão siamês do Setor Leste Universitário, o consumidor final ou o investidor busca melhor custo-benefício, próximo das faculdades, ao centro da capital e, para não falar das facilidades que proporciona os eixos de mobilidade para diversas regiões da cidade”, afirma.

Já sobre o Setor Marista, que apresenta o maior preço por metro quadrado, ele destaca a posição do bairro no mercado imobiliário da capital. “Hoje é uma das meninas dos olhos do mercado imobiliário, área nobre, alto luxo, nos padrões construtivos, sendo o valor do metro quadrado mais alto na atualidade, tendência de valorização mais estável e a curto prazo, um investimento muito positivo em todos os sentidos tanto para o consumidor final ou para o investidor”, diz.

O comportamento dos lotes contrasta com o dos apartamentos. O segmento apresentou retração mediana de 3,7% no primeiro semestre, e 22 dos 35 bairros analisados registraram queda nos preços ofertados. Segundo o representante do Secovi Goiás, o excesso de terrenos disponíveis em determinadas regiões, aliado às condições de crédito e aos custos da construção, contribui para pressionar os preços.

“O excesso de ofertas em várias regiões dilui os preços e força uma retração diante da baixa procura, taxas de juros do crédito imobiliário, dos materiais de construção, falta de mão de obra. Tudo isso impacta nessa tipologia e exige um esforço muito grande do consumidor final ou do investidor”, afirma.

O levantamento também identificou variações expressivas em alguns bairros. O Moinho dos Ventos apresentou valorização de 45,9%, mas com apenas dez ofertas, o que reduz a confiabilidade estatística do resultado. Já o Residencial Aldeia do Vale registrou alta de 16,5%, com 207 ofertas e prazo mediano de venda de 6,8 meses.

Investimento imobiliário exige análise de custos e liquidez

O Guia Imobiliário aponta retorno anual combinado mediano de 11,7% para apartamentos, considerando a valorização dos imóveis e o rendimento bruto da locação. O indicador, contudo, não desconta despesas como impostos, manutenção e períodos sem inquilinos.

Para o representante do Secovi Goiás, a escolha entre investir em imóveis ou no mercado financeiro depende da avaliação de cada consumidor ou investidor. “Caberá ao consumidor final ou ao investidor a tomada de decisões. Os 11,7% são um indicador de referência, para qual a melhor opção, investir no mercado financeiro ou no imóvel físico”, afirma.

Ele ressalta ainda a diferença entre a liquidez dos dois tipos de investimento. “No mercado financeiro, a liquidez é mais rápida, mas existem riscos. O investimento em um imóvel, a liquidez é mais demorada, mas não existe risco evidente que tem que levar em consideração, como vacância, inadimplência, impostos etc.”

Para o segundo semestre de 2026, o representante do Secovi Goiás avalia que o mercado imobiliário de Goiânia apresenta perspectivas relacionadas à resiliência dos operadores e às características da capital. “Podemos considerar otimistas em virtude da resiliência dos operadores do mercado imobiliário de Goiânia. A capital consolidou-se como uma das melhores do mercado imobiliário do país”, afirma.

Ele pondera, entretanto, que fatores econômicos continuam exercendo pressão sobre o setor, especialmente as taxas de juros e seus efeitos sobre o crédito imobiliário. “Infelizmente, os fatores econômicos, a insegurança jurídica que estão presentes atualmente no país ainda trazem profundos impactos no mercado imobiliário. As altas taxas de juros também contribuem trazendo uma grande pressão no mercado de locações e que, por muitas vezes, fazem o consumidor final adiar a compra de seu novo lar”, conclui.

O levantamento ressalta que os indicadores se baseiam em preços anunciados, que podem diferir dos valores efetivamente negociados. O estudo considera imóveis prontos para moradia e não inclui dados de lançamentos imobiliários.

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