Aparecida coleta mais de 290 mil ovos do Aedes; entenda como armadilhas ajudam no combate à dengue
14 agosto 2026 às 19h56

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Mais de 290 mil ovos do Aedes aegypti foram coletados em Aparecida de Goiânia desde setembro de 2025 por meio de armadilhas utilizadas para monitorar a presença e a reprodução do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. O volume foi identificado pelas chamadas ovitrampas espalhadas pelo município e serve como indicador para definir as regiões onde as ações de combate ao vetor precisam ser intensificadas.
Atualmente, Aparecida conta com 105 ovitrampas. A partir da próxima segunda-feira, 17, a rede será ampliada com a instalação de outras 248 unidades em diferentes regiões da cidade. Com isso, o município passará a contar com 353 pontos de monitoramento, mais que o triplo da estrutura atual.
As ovitrampas funcionam como pontos de atração para que as fêmeas do Aedes aegypti depositem seus ovos. Posteriormente, o material é recolhido e analisado pelas equipes de vigilância. A quantidade encontrada ajuda a identificar locais com maior atividade reprodutiva do mosquito e orienta a atuação dos agentes de combate às endemias.
290 mil ovos ajudam a mapear presença do mosquito
O número acumulado desde setembro chama atenção para a circulação do Aedes aegypti no município. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), a análise dos ovos permite acompanhar a presença do vetor de forma mais precisa e direcionar as medidas de prevenção e controle para os locais considerados mais críticos.
A expansão das armadilhas alcançará as cinco áreas de trabalho da Vigilância em Saúde Ambiental. Agentes de combate às endemias que realizam visitas domiciliares e supervisores participarão da instalação e do acompanhamento dos novos pontos.
A superintendente de Vigilância em Saúde, Hérica Leguizamon, afirmou que a ampliação permitirá conhecer de maneira mais detalhada a situação encontrada em cada região.
“A expansão das ovitrampas nos permite conhecer melhor a realidade de cada região e direcionar o trabalho das nossas equipes de forma mais estratégica”, afirmou.
Para a instalação das 248 novas armadilhas, os profissionais serão divididos em três equipes. A primeira ficará responsável por 95 unidades, a segunda instalará 74 e a terceira, outras 79.
Entre as regiões contempladas estão Independência Mansões, Jardim Alto Paraíso, Garavelo, Cidade Vera Cruz, Veiga Jardim, Mansões Paraíso, Cidade Satélite São Luiz, Jardim Monte Serrat, Vila Maria, Jardim Miramar, Rosa dos Ventos, Parque Trindade, Jardim Olímpico, Vila Brasília e Jardim Rosa do Sul.
Armadilhas não substituem cuidados dentro de casa
Apesar da ampliação do monitoramento, a Vigilância em Saúde Ambiental alerta que as ovitrampas não substituem as medidas de prevenção adotadas pela população. A eliminação de recipientes capazes de acumular água continua sendo uma das principais formas de impedir a reprodução do mosquito.
A orientação é verificar regularmente quintais e áreas externas, eliminar água parada, manter calhas limpas e caixas-d’água fechadas, além de permitir a entrada dos agentes durante as visitas de fiscalização e orientação.
Segundo o coordenador da Vigilância em Saúde Ambiental, Edson Fernandes da Silva, a participação dos moradores é necessária para complementar o trabalho realizado pelas equipes do município.
A instalação das novas armadilhas começa às 9h de segunda-feira, 17. Com os 353 pontos em funcionamento, a expectativa é ampliar o mapeamento da atividade do Aedes aegypti e identificar com maior rapidez as regiões que demandam reforço das ações de combate.
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