Aos 80 anos, Suplicy lança primeiro volume de sua autobiografia “Um jeito de fazer política”

Avalio que é uma boa hora de fazer uma reflexão sobre tudo o que tem acontecido, relatar um bocado de minha experiência, inclusive para estimular os mais jovens”, disse

Eduardo Suplicy conta em seu livro histórias desde sua infância

O economista, professor universitário, administrador de empresas e político brasileiro, Eduardo Suplicy, 80 anos, lança no próximo dia 11 o primeiro volume de sua autobiografia intitulada “Um jeito de fazer política”. Com 272 páginas e 101 fotos, o livro conta diversas histórias que incluem a sua amizade com Mano Brown, seu deslumbramento pela cantora de protestos Joan Baez e como conheceu e ajudou Anderson Herzer, a primeira pessoa transexual no Brasil a escrever uma autobiografia.

“Avalio que é uma boa hora de fazer uma reflexão sobre tudo o que tem acontecido, relatar um bocado de minha experiência, inclusive para estimular os mais jovens”, conta Suplicy. O rapper Mano Brown e o teólogo, filósofo e escritor Leonardo Boff escreveram os prefácios do livro.

No prefácio, Brown descreve o respeito que Suplicy conquistou nas periferias. “É talvez um dos únicos – talvez exista mais uma ou duas pessoas – com o nível de respeito que o Eduardo Suplicy tem na periferia, entre os jovens, entre os negros, entre a rapaziada da arte, entre os caras de mente, de vanguarda do rap. Vários setores da periferia, não só da música, entendem que o Eduardo Suplicy é um cara certo. No Brasil, quando você tem o rótulo de ser certo, não é pouca coisa”.

Já Leonardo Boff destaca a opção de Suplicy pela defesa dos mais vulneráveis. “Eduardo Suplicy nunca fez da política uma profissão, mas uma missão de serviço ao bem comum, a opção clara para com os mais destituídos e para com os movimentos sociais das cidades e do campo. Não só apoiou os empobrecidos, os catadores de materiais recicláveis, o Movimento dos Sem-terra e Sem-teto, os movimentos negros e indígenas e as lutas das mulheres por mais dignidade e participação bem como os LGBTQIA+ a partir de um burocrático gabinete de senador em Brasília, mas estando fisicamente presente em quase todos esses grupos”.

O livro, que está sendo publicado pela Editora Contracorrente, contou com a colaboração da jornalista Mônica Dallari. Ela é a responsável pelo projeto, pesquisa e texto final da obra. O livro ainda foi editado pelo jornalista Jorge Félix.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.