Ao se utilizar eleitoralmente da dor de pai de vítima do serial killer, candidato do PMDB demonstra falta de bom senso e sobriedade

A exploração do desalento de familiares de mulheres assassinadas pelo suposto matador em série à solta na capital empobrece debate neste início de período de campanha na televisão

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Talvez o fato mais lamentável deste início de período de campanha no horário eleitoral gratuito de televisão tenha sido a utilização da dor do pai de uma das mulheres assassinadas pelo suposto serial killer que teria vitimado 12 jovens em circunstâncias parecidas em Goiânia. O programa do candidato Iris Rezende (PMDB), da coligação Amor por Goiás, que foi ao ar no dia 25 deste mês, explorou a cena de um pai de uma das vítimas aos prantos, enquanto que o governadoriável fazia comentário de apelo emocional e de discurso evasivo.

O eleitor está farto de saber que uma das principais demandas no qual a classe política deve se empenhar para dar uma resposta é na área de segurança pública. Os milhões de homens e mulheres que estão longe do centro das decisões estão mais do que amedrontados com a situação atual. O contribuinte está dominado pelo medo, e um dos filões explorados pelos “estrategistas” políticos é a exploração do pavor que se instaurou na sociedade por conta dos elevados índices de violência que a cada ano batem novos recordes.

Gargalos da segurança pública não é uma questão restrita a Goiás, trata-se de uma problemática nacional. O candidato do PMDB, ao explorar da forma mais primitiva a dor de um cidadão que enterrou o corpo de sua filha que teve a vida ceifada por um maníaco, não contribui em nada para um debate saudável. Pelo contrário. O peemedebista nivelou por baixo o seu programa eleitoral. Ele decepcionou aquele eleitor que ainda tem paciência de se sentar na poltrona em frente à televisão para assistir o que os políticos têm a propor no horário eleitoral gratuito.

Seria mais aconselhável – talvez este possa ter sido o problema: falta de orientação sóbria – o candidato abordar o fato por outro viés. Ou melhor, qual seria a proposta do governadoriável para inibir crimes de tal natureza? Qual seria a projeto do PMDB para frear o massacre de jovens que mal entraram para a vida adulta? Dizer que vai dobrar o efetivo da Polícia Militar em quatro anos sem dizer com que dinheiro e como isso será executado é, mais uma vez, um desrespeito à inteligência do eleitor.

Fica o pedido. Candidatos, por favor, não apelem à falta de bom senso. Não deixem que o mau gosto e a desinteligência joguem na lata de lixo o espaço gratuito reservados a vocês na televisão. Sejam mais claros em suas ideias e apresentem propostas exequíveis, consistentes e no mínimo convincentes. Pagamos um preço alto pela democracia, por isso, não a desvalorize desta forma.

2 respostas para “Ao se utilizar eleitoralmente da dor de pai de vítima do serial killer, candidato do PMDB demonstra falta de bom senso e sobriedade”

  1. Avatar Jose Carlos disse:

    Jogar por debaixo do tapete, não comentar e deixar de levar ao público as mazelas que ocorrem na segurança pública de Goiás, estado que vem batendo recorde na violência é ação de meios de comunicações que tem de pedir a bença para governantes incopetentes.

  2. Avatar Ivan Rodrigues dos santos disse:

    Quem não tem amor ao próximo quer sempre esconder a verdade prq e parte interessada!!! Temos que divulgar mesmo para tirar este governo do poder!!!!

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