Antecipação da eleição da Mesa Diretora é aprovada em 2ª votação na Câmara

Com aprovação, eleição da Mesa referente ao biênio de 2023 e 2024 pode ser convocada com 48 horas de antecedência

Antecipação da eleição da Mesa Diretora e demais alterações são aprovadas em 2ª votação | Foto: Gabriela Macêdo

Emenda do vereador Juarez Lopes (PDT) que propõe antecipação da eleição da Mesa Diretora referente ao biênio de 2023 e 2024 foi aprovada em segunda votação no plenário da Câmara Municipal de Goiânia, nesta quarta-feira, 22. A expectativa é que o pleito ocorra já na próxima semana, antes da finalização da tramitação do Código Tributário.

Além de antecipar as eleições, o texto cria um quarto cargo de vice-presidente à Casa, aumenta duas cadeiras nas Comissões de Constituição de Justiça e Redação (CCJ) e Finanças. Esse aumento também ocorrerá na Mista, uma vez que esta é uma espécie de compilado das comissões citadas. Com a aprovação, fica permitida a convocação das eleições em um prazo de 48 horas. Com o apoio de 34 dos 35 vereadores, a tendência é que a atual mesa diretora seja reeleita.

No momento, o único que se mantém contra essa movimentação é o vereador Lucas Kitão (PSL), que ontem em plenário mostrou indignação com a emenda apresentada. Além da possível falta de transparência, com aprovação de uma alteração no regimento em uma Comissão Mista fechada, sem transmissão ao público, ele aponta ferimento à legislação. O pesselista ainda tentou apresentar uma emenda, para que o registro das chapas também fossem realizados 48 horas antes da eleição,, em plenário, ao projeto, mas teve solicitação negada.

Ao Jornal Opção, o vereador revelou que teve uma reunião com sua equipe jurídica antes da sessão plenária, com a intenção de judicializar essa movimentação acerca da antecipação da eleição. “Tenho conversado com muitos amigos. Vamos aguardar. A estratégia jurídica ainda não está definida”, disse.

Após a fala de Kitão, durante a declaração de voto, vereadores criticaram o posicionamento do pesselista. Entre eles, Santana Gomes (PRTB), Clécio Alves (MDB), Kleybe Morais (MDB), William Veloso (PL) e Thialu Guiotti (Avante). “Temos parar com isso de a Casa jogar contra a Casa, porque no fim, quem jogou contra a Casa vai precisar da Casa”, disse Guiotti. “Estamos em uma democracia, é preciso aceitar a derrota. Ninguém me forçou a votar a favor”, disse William.

Aava Santiago também se manifestou a favor da declaração de William Veloso e pontuou contra a relação da aprovação a alteração ao regimento da Casa com a tramitação do Código Tributário. “De que mente saiu que essas duas matérias tem uma relação? Acho isso uma leitura forçada, rasa e posso até dizer, um pouco mal intencionada. Se fizermos uma leitura um pouquinho mais atenta a quem são os vereadores que estão movimentando a aprovação do código, quanto o projeto que altera a estrutura da casa, vemos que estão completamente antagônicos nessa relação de relacionar a aprovação do código com essa alteração”, pontuou.

Anselmo Pereira (MDB) também se manifestou e demonstrou acerca da tramitação do Código Tributário acerca dos desdobramentos a essas manifestações. “A votação foi plena, democrática e não paira nenhuma dúvida sobre o que aprovamos”, afirmou o emedebista.

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