Anselmo reconhece clima hostil durante prestação de contas

Presidente da Casa afirmou que, apesar das manifestações, prefeito Paulo Garcia conseguiu responder a questionamentos dos servidores e vereadores

Banana foi arremessada no plenário na segunda-feira (4) | Foto: Marcello Dantas

Banana foi arremessada no plenário na segunda-feira (4) | Foto: Marcello Dantas/Jornal Opção Online

O presidente da Câmara de Vereadores de Goiânia, Anselmo Pereira (PSDB), reconheceu nesta terça-feira (4/5) que o clima durante a prestação de contas do prefeito Paulo Garcia (PT) não era dos melhores.

“O ambiente não era muito propício e o cenário não era bom. Mas com a maestria e o comportamento dos senhores vereadores e dos grevistas conseguimos que, pela primeira vez, ele ficasse o maior tempo em uma audiência pública”, avaliou o tucano.

De acordo com o presidente, a iniciativa de controlar de tempos em tempos a entrada dos servidores em greve contribuiu para preservar a segurança de Paulo Garcia e seu secretariado. “Depois de ontem, não pode ter clima pior.”

Com a oposição no comando da legislatura atual, essa foi a primeira vez em que o prefeito prestou contas em reunião aberta à população. Antes, os encontros ocorriam na sala da presidência ou na apertada sala da Comissão Mista da Casa.

Equívocos

Anselmo afirmou ainda que pode existir equívocos nos dados apresentados por Paulo Garcia. Aos vereadores, ele afirmou que os cofres públicos municipais não têm problemas financeiros. No entanto, logo ao final da reunião, o secretário de Finanças, Jeovalter Correia, confirmou que falta dinheiro para que a prefeitura quite a folha de pagamento da capital.

“Se tiver informação errada, a Câmara vai buscar. Esse negócio de dizer que não tem crise financeira… Não estamos em um oásis, a receita [de arrecadação] caiu em R$ 20 milhões em abril. Se isso não é falta de dinheiro, é falta de alguma outra coisa”, respondeu aos jornalistas.

Hostil

Na manhã da última segunda-feira (4), Paulo Garcia respondeu a 68 perguntas de autoria das pessoas que lotavam as galerias da Câmara e questionamentos de vereadores, principalmente da oposição. Nenhum componente da base aliada defendeu a gestão petista.

Servidores da Saúde e da Educação — em greve há quase três semanas — formavam a maior parte do público. Era praticamente impossível ouvir o que o prefeito falava devido aos gritos, palavras de ordem, panelaços e apitos que vinham dos manifestantes.

Uma banana, um pedaço de maçã e uma garrafa de água vazia foram arremessadas no plenário no momento em que Paulo Garcia deixava o local.

Mesmo nessas condições, Anselmo relatou ao Jornal Opção Online que pretende manter o modelo de audiências no plenário.

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.