Alunos da UFG organizam ato em memória de Mayara Amaral, morta brutalmente no MS

Musicista era mestra pela Escola de Música e Artes Cênicas (Emac) e foi assassinada a machadadas por dois homens em Campo Grande

Mayara era professora de música e tinha mestrado pela Universidade Federal de Goiás (UFG) |  Foto: Reprodução Facebook

Alunos da Escola de Música e Artes Cênicas (Emac) da Universidade Federal de Goiás (UFG) realizam, no próximo dia 16 de agosto, um ato em memória da professora e violonista mestra em música pela universidade, Mayara Amaral. Aos 27 anos, ela foi vítima de um brutal assassinato em Campo Grande (MS).

Mayara foi atraída para um motel por Luis Alberto Bastos, de 29 anos, por quem estava apaixonada, e morta com machadadas na cabeça por ele e um comparsa, Ronaldo da Silva Olnedo, de 30 anos, que estava escondido no porta-malas do carro. Depois do crime, um terceiro homem, Anderson Pereira, de 31 anos, ajudou os dois a carbonizarem o corpo, que foi encontrado em um matagal, ainda em chamas.

Na descrição do evento, que já tem mais de 300 pessoas confirmadas, os organizadores chamam atenção para a necessidade de preservar a memória da vítima, além de lembrar outros casos de mulheres que tiveram destino semelhante. A concentração será na frente da Emac (Campus Samambaia), à partir das 16 horas e, às 17 horas, será realizado um recital de música.

Crime bárbaro

Os três suspeitos foram presos pela Polícia Civil (PC) na última quarta-feira (25/7). Usando o rastreador do celular de Mayara, eles chegaram até a casa de Luis, onde estavam roupas da vítima, instrumentos musicais, um computador, um celular e os documentos dela. Ele confessou o assassinato e disse que a matou porque ela teria reagido a uma tentativa de assalto, além de ter tido ajuda de outras duas pessoas.

Luis Alberto alegou que armou o encontro no motel apenas para roubar o carro. Mayara teria, de acordo com seu relato, tido relações sexuais consentidas com ele e Ronaldo e, posteriormente, ao tentar fugir para não ser assaltada, eles acabaram cometendo o crime. Olnedo e Pereira têm várias passagens criminais, mas negaram participação.

Pelo Facebook, a irmã da vítima contestou a versão de Luis Alberto e as investigações da polícia. Para ela, o crime não foi de latrocínio, mas sim de feminicídio, já que os dois armaram uma emboscada, esperando com um machado no motel. “Que sexo consensual é esse? Se trata de estupro”, escreveu ela.

Em resposta, o delegado responsável pelo caso, Tiago Macedo, disse que as tipificações ainda podem ser incluídas no relatório, dependendo das circunstâncias do laudo final. Para ele, no entanto, as evidências levam a crer que foi um latrocínio. Pelo crime, seguido de morte, os envolvidos devem pegar no mínimo 20 anos de prisão.

“A gravidade dos fatos, a barbárie cometida, conforme ressaltado pela autoridade policial que presidiu a prisão em flagrante, impõe tão severa tipificação penal (o crime de latrocínio é o mais grave da legislação penal em vigor)”, disse a Polícia Civil, em nota. Por feminicídio, a menor pena é de 12 anos.

Após o crime, Luis ainda tentou incriminar um ex-namorado da vítima, usando o celular de Mayara para enviar uma mensagem para a mãe dela. “Ele é louco, mãe. Está me perseguindo. Estava na casa dele e brigamos veio”, escreveu ele, tentando desviar as atenções para o outro homem.

Confira o relato da irmã de Mayara:

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