Aliado de Balestra diz que convenção do PP pode ser anulada

Sérgio Lucas, vice-presidente da metropolitana dos Progressistas, comenta divisão na legenda após saída da base governista e anúncio de apoio a Daniel Vilela

Convenção do PP neste domingo (5) | Foto: Nathan Sampaio

Menos de um dia após a definição do Partido Progressista (PP) de seguir com o MDB e apoiar, assim, o candidato a governador Daniel Vilela, o vice-presidente da metropolitana do PP e delegado da convenção estadual, Sérgio Lucas, explicou ao Jornal Opção a situação atual nos quadros internos da sigla e disse que muita coisa ainda pode acontecer. Dentre as possibilidades, está o pedido à Justiça de anulação da convenção que aconteceu neste domingo (5/8).

Há mais de 30 anos no partido, Sérgio disse que faltou diálogo na convenção. “Uma coisa é o que eu penso e outra coisa é o grupo ao qual eu pertenço pensa. Porém, neste momento, tem muita gente pensando igual a mim: que a convenção foi mal conduzida e poderia ter tido um desfecho diferente”, afirmou.

Segundo o delegado da convenção, o ministro das Cidades e presidente do PP em Goiás, Alexandre Baldy, nunca o escutou sobre qual decisão poderia ser tomada. “Particularmente tenho apreço por Daniel, mas isso é diferente de seguir politicamente, pois pertenço a uma base, que, no meu modo de ver, ainda é o caminho mais correto para o Estado de Goiás”, avalia.

O vice-presidente da metropolitana contou, ainda, que as informações dentro do partido foram desencontradas e que a manutenção do apoio à base chegou a ser sinalizada em um almoço na casa de Baldy, há pouco menos de um mês.

Aliado de Roberto Balestra, líder do movimento rebelde dentro do partido, Sérgio diz que espera um posicionamento por parte do deputado federal.  “Depois disso, decido se mantenho seguindo a decisão, se me oponho a ela, ou se eu, isoladamente como eleitor do partido, judicializo a questão”, articulou o pepista. Neste último caso, ele explica que a contestação da convenção seria levada à Justiça e, assim, julgada como válida ou não, podendo até mesmo ser anulada.

Se anulada a convenção, Sérgio completou que o PP teria seu apoio ao emedebista Daniel Vilela também retirado, podendo apenas manter a candidaturas próprias, como as de deputados.

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Luciano Almeida

Judicializar essa divergência e pleitear a anulação da Convenção é uma ação de alto risco. Com a anulação da Convenção, há enorme probabilidade de inviabilizar todas as candidatiras, inclusive dos candidatos a deputado. É indispensável consultar especialistas em antes de dar esse passo. O direito eleitoral brasileiro não é para amadores.

Fabiano Oliveira

Vamos por partes… Balestra não manda nada e só olha p o próprio umbigo…e os Srs. Marconi e em especial o Zé, foram ingratos e péssimos articuladores. Acho q o prejuízo para a base é irreparável !!

Nelson Ribeiro

Políticos infiéis. Depois de terem o apoio do Governador Marconi, esses falsos politicos, deixam a base para olharem os seus próprios umbigos. Como o deputado federal Sandes Júnior (apoiado diversas vezes nas suas pretensões de ganhar as eleições para a Prefeitura de Goiânia) pedira votos para a oposição, se toda a vida foi situação? Como o deputado federal Heuler Cruvinel, beneficiado em seus interesses no Sudoeste Goiano, subirá no palanque adversário seu politicamente, inclusive, na sua Rio Verde(é contra o prefeito do MDB Paulo do Valle) que apoia Ronaldo Caiado. Como o candidato a Senador Vanderlan Cardoso pedira votos para… Leia mais