Alckmin diz que PSDB deve deixar governo Temer após aprovação das reformas

Governador de São Paulo não vê razões para apoiar Michel Temer e crise entre tucanos e PMDB se aprofunda

Executiva Nacional do PSDB na última reunião para avaliar aliança com Temer | Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil

A situação do PSDB no governo Temer está cada vez mais incerta. Dias após líderes tucanos desautorizarem o presidente interino da legenda, senador Tasso Jereissati (CE), por ter elogiado uma possível ascensão de Rodrigo Maia (DEM-RJ) à Presidência, o governador de São Paulo deu sinais de que a aliança com o PMDB está se esgotando.

Um dos nomes do tucanato para a eleição de 2018, Geraldo Alckmin afirmou, durante coletiva de imprensa, que, por ele, o rompimento se daria tão logo sejam aprovadas as reformas no Congresso: “Eu encerraria [a aliança]. Vamos ter, na terça-feira, a decisão da questão trabalhista. É questão de semanas [para o PSDB tomar uma decisão]. Olha que não fui favorável a entrar no governo, mas acho que nós deveremos encerrar esse período [das reformas]. Depois disso, vejo que não há nenhuma razão para o PSDB participar do governo.”

Para ele, o PSDB deve ajudar e trabalhar pelas reformas, incluindo a política, mas não precisa, necessariamente, fazer parte do governo. “Aliás, lá atrás [antes da conclusão do processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff] já tinha defendido que nós deveríamos aprovar todas as medidas de interesse do Brasil, as reformas, sem participar com cargos no governo”, arrematou.

A notícia, publicada no jornal “Estado de S. Paulo”, vai ao encontro do que parlamentares goianos, em especial o deputado federal Fábio Sousa, tem defendido. Aliás, a bancada tucana na Câmara espera que, nas próximas semanas, com a denúncia contra Michel Temer aprovada na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJC) — acredita que o governo não conseguirá barrá-la — o PSDB decida, finalmente, entregar os ministérios.

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