“Ajuste fiscal é indispensável, mas não é capaz de recuperar economia”, diz Thiago Peixoto

Deputado goiano entende que aprovação de “PEC do Juízo Fiscal” e de Reforma da Previdência são importantes, mas que avanço do PPI pode gerar recuperação econômica

Thiago Peixoto discursa durante comissão | Foto: reprodução

Thiago Peixoto discursa durante comissão | Foto: reprodução

Para o deputado federal Thiago Peixoto (PSD-GO), o presidente Michel Temer (PMDB) tem diversos desafios à frente, como restaurar as contas públicas e movimentar a economia, mas o ajuste fiscal não é suficiente para a recuperação econômica brasileira. “Precisamos de uma agenda de desenvolvimento”, alerta.

O pessedista afirma que o início do governo Temer é a virada de uma página da história, quando o Brasil deixa para trás uma série de erros do governo anterior que levou o País a mergulhar na mais grave crise. Ele ressalta ainda que a retomada da normalidade não sairá da noite para o dia e exigirá muito esforço e capacidade de diálogo do novo presidente.

De toda forma, entende Thiago Peixoto, Temer, ainda durante a interinidade, já deu “mostras” de que pretende colocar o Brasil em um rumo diferente do caminho trilhado pelo PT. Recuperando pensamento do industrial norte-americano Henry Ford, que revolucionou a produção automobilística, ele ressalta que um insucesso não passa de uma oportunidade para recomeçarmos de forma mais inteligente.

Thiago Peixoto lembra que Michel Temer tem um grande diferencial que Dilma Rousseff não teve: capacidade de diálogo com o Congresso Nacional — o peemedebista foi presidente da Câmara três vezes. Esse livre trânsito, para o parlamentar, é essencial porque o governo tem três pautas importantes tramitando pelo Legislativo. São elas: Novo Regime Fiscal (chamada pelo deputado de PEC do Juízo Fiscal), Reforma da Previdência e Programa de Parcerias de Investimento (PPI).

As duas primeiras visam conter os gastos públicos e a terceira pretende movimentar a economia. “O tema fiscal é passo indispensável, mas, sozinho, não é capaz de movimentar a economia. Ao mesmo tempo que se preocupa em controlar as despesas, é preciso voltar a atenção para a geração de empregos e renda e retomada dos investimentos,” completa

O PPI foi criado em maio por Medida Provisória como uma das primeiras medidas do Governo Temer. Segundo afirmação do próprio presidente, o objetivo da MP, enviada ao Congresso para ser transformada em lei, é diminuir a burocracia e tornar mais ágeis as concessões públicas.

Thiago Peixoto lembra que, aliás, esse foi um dos problemas do governo Dilma: desenhar e executar errado as concessões. O PPI foi aprovado pela Câmara dos Deputados nesta semana e segue agora para apreciação do Senado.

O deputado federal goiano, que é membro titular da Comissão Especial que analisa o Novo Regime Fiscal (PEC 241-A), entende que a pauta econômica tem mesmo que prevalecer nesse restante de ano e início oficial do governo Temer.

“Estamos em um momento de crise, mas de retomada da confiança. Essa pauta econômica (com ajuste fiscal e agenda de desenvolvimento andando de braços dados) é a principal e mais emergencial do Governo Temer. Na pauta nacional há de prevalecer, agora, a vitória sobre essa batalha na Economia. Superada essa fase, as outras áreas vão reagir. O Brasil depende disso para que voltemos aos anos de franco desenvolvimento”, conclui.

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