“Ainda não está claro quem será a segunda força em Goiás”, diz Vilmar Rocha
08 abril 2021 às 16h14
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Presidente do PSD tenta fortalecer a sigla para 2022 e participa de reuniões com partidos menores
O presidente do PSD goiano, Vilmar Rocha, avalia que a perda da prefeitura de Goiânia pelo MDB deixou uma incógnita sobre quais forças comporiam a oposição em Goiás para 2022. Neste sentido, seria preciso ocupar os espaços para fortalecimento em busca de uma chapa competitiva para o próximo ano.
Vilmar se reuniu com o presidente do PTB, Eduardo Macedo, na quarta-feira, 7, justamente visando um fortalecimento de ambos os partidos. O PTB é um partido que já anda com o PSD em Goiás há várias eleições. A avaliação é que não haverá mudança na legislação, assim as coligações para as eleições proporcionais devem seguir vedadas, mas que é preciso de um fortalecimento para as majoritárias.
O presidente do PSD continua se posicionando contra a entrada, que considera precoce, na base do governo Ronaldo Caiado (DEM), justamente por entender que é preciso chegar a 2022 com poder de negociação. Embora haja alas dentro do partido que querem a adesão imediata.
“Precisamos construir um grupo. A sugestão é nos reunirmos com partidos menores como o Pros, o PV, o PMB, entre outros, para um projeto mais adiante. Quem sabe até de candidatura própria”, aponta.
Vilmar Rocha calcula que com o MDB sem a prefeitura de Goiânia ainda não está claro qual seria a segunda força a atuar em Goiás. Ele avalia que o governo tem historicamente 30% do eleitorado, enquanto a oposição também possui o mesmo percentual. Ficando o restante do eleitorado a ser conquistado. “No entanto, com os últimos acontecimentos, ainda não está claro quem seria o contraponto ao governo. Era para ser o MDB, por ter ficado em segundo lugar em 2018, por ter feito várias prefeituras. Mas houve dispersão”, avalia.