“Afastamento de Cunha torna processo de impeachment nulo”, defende deputado goiano

Petista Rubens Otoni, único da bancada goiana que votou contra o impedimento de Dilma garante que PT continuará trabalhando para anular votação na Câmara

Deputado Rubens Otoni, na Câmara Federal | Foto: Brizza Cavalcante / Agência Câmara

Deputado Rubens Otoni, na Câmara Federal | Foto: Brizza Cavalcante / Agência Câmara

O deputado federal Rubens Otoni (PT) defendeu, ao Jornal Opção, que o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) na Câmara Federal deve ser considerado nulo. Isso porque, para ele, o afastamento do então presidente Eduardo Cunha (PMDB-RJ) comprova a tese dos governistas de que a aceitação do pedido só se deu por “vingança”.

Na Câmara Municipal de Goiânia na manhã deste sábado (7/5), o único da bancada goiana que disse “não” ao afastamento da petista no dia 17 de abril questionou a legalidade do processo movido contra Dilma e a legitimidade das acusações: “O afastamento de Cunha fragiliza o grupo do golpe que, aproveitando-se de um momento de crise econômica, tenta chegar ao poder sem ter que passar por eleições. Está comprovado que todo esse processo não tem base legal, não existe crime de responsabilidade.”

Otoni explica que o PT vem tentando, há algum tempo, junto ao Supremo anular a votação na Câmara que aprovou a continuidade do processo de impedimento. Para ele, o que está em jogo é justamente a preservação da democracia. “Essa elite política perdeu as eleições em 2002, 2006, 2010 e 2014. Agora, tenta chegar ao poder sem ter que passar pelo crivo popular”, lamentou.

Ainda de acordo com o petista, a elite econômica — que se uniu à política — não quer ajudar a pagar a conta da crise.

“Coordenada pela Fiesp, querem que os trabalhadores e as trabalhadoras paguem a conta. Aliás, eles nunca pagaram, historicamente, conta nenhuma. É sempre a base da pirâmide a maior prejudicada. Agora, pela primeira vez, eles veem que há um governo que force a elite a dividir a conta e não aceitam isso. Querem mais arrocho salarial, revogação dos direitos trabalhistas”, arrematou.

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