Acusada de compra de votos, abuso de poder e corrupção, prefeita de São Domingos é cassada

O ex-prefeito Gervásio Gonçalves da Silva, marido de Etélia Vanja, também foi condenado por envolvimento direto em todas as ilegalidades constatadas

Prefeita Etélia Vanja Gonçalves (PDT) e o marido, Gervásio Gonçalves da Silva, que chegou a ser detido por compra de voto durante a campanha | Foto: reprodução / Facebook

Prefeita Etélia Vanja Gonçalves (PDT) e o marido, Gervásio Gonçalves da Silva, que chegou a ser detido por compra de voto durante a campanha | Foto: reprodução / Facebook

O Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO) confirmou, no início desta semana, a cassação do mandato da prefeita de São Domingos, Etélia Vanja Moreira Gonçalves (PDT), e de seu vice, Ruy de Oliveira Pinto. Ambos foram condenados por compra de votos, abuso do poder econômico, fraude, corrupção e captação ilícita de recursos.

A decisão do tribunal manteve a sentenção proferida pela juíza Priscila Maria de Sá Torres Brandão, da 47ª Zona Eleitoral, que determinou a perda do mandato dos acusados.

Na mesma sentença, o marido de Etélia Vanja, o ex-prefeito Gervásio Gonçalves da Silva, também foi condenado por envolvimento direto em todas as ilegalidades constatadas.

Ainda segundo a decisão judicial, confirmada pelo TRE, Etélia Vanja e Gervásio Gonçalves tornaram-se inelegíveis pelo período de oito anos, contados a partir da eleição suplementar realizada em julho de 2013.

Com a cassação confirmada, assume a prefeitura a presidente da Câmara de Vereadores, Jovita Ribeiro da Silva. Novas eleições suplementares deverão ser realizadas no prazo de 90 dias.

Entenda

Nas eleições de 2012, o prefeito Oldemar de Almeida Pinto Filho, que concorria à reeleição, teve seu mandato cassado por decisão judicial, tendo sido realizado pleito suplementar em julho de 2013, quando Etélia Vanja e seu vice foram eleitos.

Em razão das irregularidades ocorridas no pleito suplementar, tais como doação de combustível, compra de votos, transporte ilegal de eleitores, falsidade documental na prestação de contas, corrupção eleitoral, abuso do poder e fraude, o Ministério Público de Goiás (MPGO) propôs ações eleitorais para a cassação dos diplomas de Etélia e Ruy.

No final do mês de agosto de 2014, o juízo eleitoral acatou o pedido formulado pelo órgão ministerial, cassando o mandato da administradora municipal e do vice.

*Com informações da Assessoria de Comunicação do MPGO

Deixe um comentário