Academia Feminina de Letras repudia agressões a Raquel Teixeira na UFG

Aflag divulga moção de apoio e solidariedade à secretária de Educação, Cultura e Esporte de Goiás, que foi hostilizada durante audiência na Faculdade de Educação

Raquel Teixeira sendo hostilizada na Faculdade de Educação | Foto: Marcelo Gouveia/Jornal Opção

Raquel Teixeira sendo hostilizada na Faculdade de Educação | Foto: Marcelo Gouveia/Jornal Opção

A Academia Feminina de Letras e Artes de Goiás (Aflag) divulgou, na manhã desta segunda-feira (1º/2), uma moção de apoio e solidariedade à secretária de Educação, Cultura e Esporte de Goiás, Raquel Teixeira — que foi hostilizada na Faculdade de Educação da Universidade Federal de Goiás (UFG), no dia 20 de janeiro.

Segundo a entidade, a professora sofreu “agressões verbais, humilhações e constrangimentos” durante diálogo democrático no referido local, quando tentava, democraticamente, dialogar sobre o projeto de modificação da rede estadual de ensino, com a gestão compartilhada  com Organizações Sociais (OSs).

A Aflag repudia, ainda, a afronta feita a Raquel Teixera (autoridade constituída), “principalmente sob o teto de uma instituição educacional, sendo ofensores seus próprios colegas de profissão, alunos e pais destes”.

“Ficou evidente que aos agressores não interessa conhecer melhor a proposta de trabalho com as Organizações Sociais (OSs), uma vez que optaram por condená-la sumariamente, fugindo ao diálogo e partindo para a ofensa pessoal”, critica a academia.

Ao final, a Aflag sustenta que divergências ideológicas e políticas devem ser debatidas com respeito e tolerância. Não obstante, a administração da Educação deve ser “dinâmica” e “ajustar-se às mudanças da sociedade”.

A professora Raquel Teixeira assumiu uma cadeira na Aflag no dia 9 de dezembro do ano passado.

Presidente da Aflag, Maria Elizabeth Fleury Teixeira; secretária Raquel Teixeira; e a musicista Maria Lucy Veiga Teixeira | Foto: reprodução / Facebook

Presidente da Aflag, Maria Elizabeth Fleury Teixeira; secretária Raquel Teixeira; e a musicista Maria Lucy Veiga Teixeira | Foto: reprodução / Facebook

 

Veja na integra:

MOÇÃO DE APOIO E SOLIDARIEDADE

A Academia Feminina de Letras e Artes de Goiás (AFLAG) tomou conhecimento das agressões verbais, humilhações e constrangimentos sofridos pela nossa confreira, Professora RAQUEL TEIXEIRA e funcionários da Secretaria de Educação, Cultura e Esporte, quando tentavam explicar, em dialogo democrático, o projeto de modificação da educação do nosso Estado mediante as Organizações Sociais – OSs.

Com a presente MOÇÃO DE APOIO E SOLIDARIEDADE à Professora RAQUEL TEIXEIRA e aos funcionários da SEDUCE, expressamos também nosso total repúdio e indignação diante da afronta feita à autoridade constituída, principalmente sob o teto de uma instituição educacional, sendo ofensores seus próprios colegas de profissão, alunos e pais destes. Ficou evidente que aos agressores não interessa conhecer melhor a proposta de trabalho com as Organizações Sociais – OSs, uma vez que optaram por condená-la sumariamente, fugindo ao diálogo e partindo para a ofensa pessoal.

Entendemos que eventuais divergências filosóficas, ideológicas, políticas ou religiosas devem ser debatidas em clima de respeito e tolerância, considerando o espírito democrático. De outra parte, a administração da Educação deve ser dinâmica e ajustar-se às mudanças da sociedade, em busca de constante aperfeiçoamento e melhoras efetivas. Essa área, de fundamental importância para o nosso País e para Goiás, não comporta o medo de mudança de paradigmas, quando necessário – como acontece nos dias de hoje.

Academia Feminina de Letras e Artes de Goiás (Aflag)

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