Aborto: o que pensam os pré-candidatos à Presidência?

Atualmente o aborto é permitido por lei nos casos em que a gestação pode levar risco de morte para a mulher, quando a gravidez é decorrente de estupro e no caso de anencefalia

Recentemente, os Estados Unidos da América está no centro do debate midiático sobre o aborto. As ruas do país foram tomadas por protestos em meio ao  temor de que o caso Roe vs. Wade, que garante o aborto legal em todo o território há quase 50 anos, seja derrubado pela Suprema Corte. Caso a decisão seja revertida, cada estado americano se torna livre para proibir ou autorizar o ato. Na última semana, os democratas tentaram aprovar a lei que manteria o direito ao aborto no país, mas o projeto foi derrotado com a forte oposição republicana no Senado.

No Brasil, o aborto é permitido por lei em alguns casos apenas: quando há risco de morte para a mulher, quando a gravidez é decorrente de estupro e em caso de anencefalia. Na vizinha Colômbia, o aborto foi descriminalizado até a 24ª semana de gestação.

A CNN perguntou aos pré-candidatos à presidência da República o que pensam sobre o assunto. Confira as respostas:

Lula (PT):

A assessoria do presidenciável disse que o plano de governo será elaborado com a sociedade e os partidos aliados e entregue na data prevista pelo TSE.

Jair Bolsonaro (PL):

O presidente não respondeu até o momento da publicação.

Ciro Gomes (PDT):

O pré-candidato não respondeu até o momento da publicação.

João Dória (PSDB):

O pré-candidato não respondeu até o momento da publicação.

André Janones (Avante):

Sou 100% contra o aborto e quero deixar isso muito claro. Como política pública, não pode haver estímulo à interrupção da gravidez. Da concepção ao nascimento, a vida deve ser protegida. O estado, nas esferas federal, estadual e municipal, precisa oferecer às gestantes todo suporte necessário para que a gravidez transcorra com suporte e cuidados médicos. É igualmente dever do poder público disponibilizar meios para que nossos bebês possam se desenvolver com acesso à saúde pública, escola de qualidade e emprego.

Simone Tebet (MDB): 

Sou a favor da manutenção da lei atual e qualquer mudança da legislação precisa ser amplamente debatida com toda a sociedade. Esse é um tema muito complexo e não pode ser discutido somente a cada quatro anos, durante as eleições.

Felipe d’Avila (Novo):

Sou a favor de manter a legislação como está. Acredito que esteja em sintonia com o que pensa a maioria dos brasileiros. Em relação ao caso dos Estados Unidos, gostaria que o Brasil tivesse um modelo de federalismo mais próximo do americano, e que os estados tivessem autonomia para legislar sobre essas questões. Estados diferentes podem ter políticas diferentes sobre estes temas.

Luciano Bivar (União Brasil):

Assim como cada cidadão, tenho minhas convicções pessoais sobre o tema, mas como presidente da República elas não podem se sobrepor ao interesse coletivo, muito menos à competência do Congresso Nacional, que é o responsável pela legislação acerca do assunto. O que cabe ao governo federal é solucionar a questão sob a ótica da saúde pública. Não podemos continuar permitindo que milhares de mulheres morram fazendo abortos clandestinos. Precisamos também investir pesado na educação de adolescentes para atuar na prevenção do problema.

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