O dicionário define ‘distopia’ como “lugar hipotético onde se vive sob sistemas opressores, autoritários, de privação, perda ou desespero; antiutopia”. Em resumo é o oposto de uma utopia, uma realidade aterrorizante onde a civilização se perde, mas que, teoricamente, fica sempre no campo da imaginação, sendo retratada por exemplo em filmes e livros. No entanto, os Estados Unidos, sob o governo de Donald Trump, parecem ter provado que é possível se atingir uma distopia na vida real.

Está prevista para o dia 3 de dezembro – mês do natal – a primeira execução pública legalmente autorizada nos EUA desde 1936. O executado será Nidal Hasan, um ex-psiquiatra do Exército que matou 13 pessoas na base militar de Fort Hood, em 2009.

Hasan será executado por um pelotão de fuzilamento das Forças Armadas norte-americanas – a última vez que isso aconteceu foi em 1945. Pelo X, o secretário de Defesa Pete Hegseth confirmou os planos da transmissão ao vivo da execução.

Segundo a lei militar dos EUA, um presidente americano deve aprovar uma execução por fuzilamento. O presidente Donald Trump o fez por recomendação de Hegseth, informou o Pentágono, à Reuters, na segunda-feira.

Também à Reuters, especialistas em pena de morte lembraram que última execução pública legalmente autorizada nos EUA ocorreu em 1936, quando milhares de pessoas assistiram a um enforcamento de um jovem negro que havia sido condenado por estuprar uma mulher branca.

As execuções públicas se tornaram- extremamente raras em todo o mundo. Entre os países que é sabido terem realizado execuções nos últimos anos estão o Irã e o Afeganistão, governado pelo Talibã. Ou seja: regimes onde a barbárie impera há anos.

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