Após a apuração dos votos em Goiás, o candidato ao Governo do Estado, Wilder Morais (PL), avaliou, neste domingo, 4, o resultado eleitoral, criticou a atuação dos institutos de pesquisa e atribuiu parte do desempenho nas urnas à influência dos levantamentos divulgados durante a campanha. Apesar da derrota, o senador afirmou respeitar a decisão popular e destacou que o resultado faz parte do processo democrático.

“A democracia é isso. Um ganha, o outro perde. Respeitamos a decisão das urnas. Agora, entendemos que o debate sobre as pesquisas eleitorais precisa avançar, porque elas tiveram forte influência durante a campanha e merecem uma análise mais aprofundada”, afirmou.

O candidato derrotado sustentou que os números divulgados pelos institutos não refletiram o cenário observado por sua candidatura ao longo da disputa. Segundo ele, as mudanças registradas nas pesquisas durante a reta final teriam impactado diretamente a percepção dos eleitores.

“Há poucos dias, aparecíamos em posições muito diferentes das registradas nas urnas. Vimos adversários perderem força ao longo da campanha e isso demonstra como as pesquisas acabam interferindo no processo eleitoral e no comportamento do eleitor”, declarou.

O senador também mencionou a dificuldade de enfrentar uma estrutura governamental já instalada. Embora tenha evitado questionar o resultado eleitoral, afirmou que a combinação entre a máquina pública e os levantamentos de intenção de voto influenciou o cenário da disputa.

“Competir contra quem está no comando do governo é sempre um desafio. Quando isso se soma ao uso constante das pesquisas durante a campanha, o impacto acaba sendo ainda maior”, disse.

Mesmo derrotado, Wilder destacou que o plano de governo apresentado pela chapa pode contribuir para o debate sobre os principais desafios do Estado. Ao cumprimentar o governador reeleito, Daniel Vilela, afirmou que espera ver avanços em áreas consideradas prioritárias.

“Nós apresentamos propostas para Goiás e esperamos que elas sejam consideradas. A população continua cobrando melhorias na saúde, mais segurança pública, combate ao feminicídio e avanços na educação. Esses temas precisam permanecer no centro das atenções do governo”, afirmou.

O candidato também agradeceu à companheira de chapa, Ana Paula Rezende (PL), aos colaboradores da campanha e aos apoiadores que participaram da mobilização nos 246 municípios goianos.

“Percorremos todo o estado, ouvimos a população e construímos um plano de governo com muitas contribuições. Sou grato a todos que acreditaram no projeto e ajudaram a levar nossa mensagem aos goianos”, disse.

Na avaliação de Wilder, o grupo político saiu fortalecido da disputa em razão do desempenho eleitoral alcançado e da projeção obtida para a bancada do partido.

“Recebemos quase 800 mil votos e isso representa uma força política importante. Além disso, contribuímos para a eleição de deputados federais e estaduais, ampliando a representação do nosso grupo”, afirmou.

Sobre o cenário pós-eleitoral, o senador confirmou que fará oposição ao governo estadual, mas defendeu uma atuação baseada na fiscalização e na cobrança pelo cumprimento das promessas feitas durante a campanha.

“Seremos oposição, mas uma oposição responsável. Queremos que o governo tenha sucesso e que cumpra os compromissos assumidos com a população. Nosso papel será acompanhar e cobrar resultados”, declarou.

O fortalecimento do campo conservador em Goiás também foi destacado pelo parlamentar. Segundo ele, a votação obtida pelo grupo demonstra a consolidação de uma força política relevante no estado.

“Os votos recebidos mostram que existe um segmento importante da sociedade que se identifica com nossas propostas. Isso fortalece o grupo para os próximos desafios políticos”, afirmou.

Sobre os temas que pretende acompanhar nos próximos anos, Wilder citou a geração de empregos, o desenvolvimento regional, a industrialização e a política tributária voltada ao setor produtivo.

“Queremos que os indicadores econômicos positivos se transformem em melhorias concretas na vida das pessoas. Vamos cobrar investimentos, geração de oportunidades e medidas que incentivem o crescimento econômico sem aumentar a carga tributária sobre quem produz”, disse.

Ao fazer uma avaliação da própria campanha, o senador voltou a criticar os institutos de pesquisa e afirmou que, se pudesse mudar algum aspecto do processo eleitoral, seria a forma como esses levantamentos são divulgados.

“Se eu pudesse alterar alguma coisa, seria a influência das pesquisas. Elas acabam interferindo na eleição e, na nossa avaliação, não retrataram fielmente o que estava acontecendo nas ruas. Tirando isso, não mudaria nossa estratégia. Fizemos uma campanha limpa, baseada em propostas e no diálogo com a população”, afirmou.

Por fim, Wilder ressaltou que continuará atuando no Senado Federal e reforçou seu apoio ao campo político liderado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

“Vamos seguir trabalhando no Senado e defendendo as pautas em que acreditamos. A eleição terminou, mas nosso compromisso com os eleitores continua”, concluiu.

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