45% dos afogamentos ocorrem no verão, entre os meses de dezembro e março. Esse número é da Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa). Para o tenente do Corpo de Bombeiros, Marcos Peres, o aumento das ocorrências é devido ao fato do verão coincidir com o período de férias escolares e festas de fim de ano.

O tenente recomenda que as famílias procurem locais que possuam um guarda-vidas quando saírem de férias. “Mas esse profissional não pode ser visto como uma babá, os pais são os responsáveis direitos pelas suas crianças, que devem ficar a um braço de distância dos responsáveis”, alertou Marcos, que ainda destaca a importância do uso do colete salva-vidas quando forem utilizadas embarcações.

As cachoeiras de Goiás também oferecem mais riscos nessa época do ano por conta das chuvas. “Tem um fenômeno que chama cabeça d’água, que é o aumento repentino do volume de água naquele local. Se o turista estiver num balneário e observar alteração na cor da água e galhos e folhas rodando de forma inesperado, é preciso afastar do local”, alertou.

Se for usar piscina, outra recomendação é não deixar brinquedos boiando. Segundo o tenente do Corpo de Bombeiros, eles podem atrair crianças e, num momento de distração dos pais ou responsáveis, provocar um afogamento. “E se tiver condições de isolar a piscina com grades, seria o ideal”, pontuou.

E caso se depare com alguém se afogando, a orientação do Corpo de Bombeiros é tentar manter a calma. “Jamais entre na água, mesmo que saiba nadar. É preciso procurar objetos para jogar para a vítima, como garrafas pets, galhos, coletes salva-vidas, boias. A ideia é prolongar o braço”, explicou. Além disso, é importante ligar para o 193. Assum os bombeiros poderão enviar equipes ou orientar o salvamento pelo telefone.