“28% do atendimento em Goiás”, diz presidente da AGM sobre Mais Médicos

Kelson Vilarinho ressalta impacto financeiro da saída dos cubanos para as prefeituras

Prefeito de Cachoeira Alta e presidente da AGM Kelson Vilarinho / Foto: Alexandre Parrode

A saída dos médicos cubanos do programa Mais Médicos tem preocupado os prefeitos goianos. O presidente da Associação Goiana dos Municípios (AGM), prefeito Kelson Vilarinho (PSD), disse ao Jornal Opção que 28% do atendimento em Goiás é realizado por cubanos e sua saída vai prejudicar tanto a saúde quanto as finanças dos municípios.

Segundo ele, financeiramente, o impacto vai ser grande. “Era para nós gastarmos cerca de 20% com saúde, já gastamos 30% e agora não se sabe quanto a mais teremos que pagar”, reclamou. Vilarinho destaca que os médicos brasileiros só querem trabalhar nos interiores se for para receber pelo menos R$ 30 mil, o que, para ele, é inviável para algumas cidades mais carentes.

“Quando a gente acha que vai melhorar, aparece mais uma situação para atrapalhar o município”, disse. Vilarinho ainda ressaltou que a equipe de transição de governo tem que discutir bem esse assunto e agir rápido. “Porque tem muito presidente que não sabe que faz”, completou.

A cidade que mais vai ser impactada no Estado pela saída dos cubanos é Valparaiso de Goiás, que contava com 14 médicos de Cuba nas unidades públicas de saúde. Em segundo lugar está Aparecida de Goiânia, com 10 e, em terceiro, Luziânia, com nove.

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde se pronunciou: “Com o anúncio da saída de Cuba do programa, até o fim de dezembro, provavelmente, os profissionais devem deixar o município. Os desligamentos ocorrerão conforme cronograma que será definido pelo Ministério da Saúde. Por enquanto, os médicos continuam atendendo em sete Unidades Básicas de Saúde de Aparecida. Ainda segundo o Ministério da Saúde, novo edital será lançado o mais rápido possível, para substituição desses profissionais. Aparecida conta ainda com o Agendamento Municipal de Consultas, que atende a Rede Básica de Saúde e que, caso necessário, poderá ser utilizado pelos pacientes”.

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