Em Goiás, não foi diferente do resto do País, com calor extremo, seca e baixíssima humidade

Incêndios ao redor do planeta elevaram a temperatura global| Foto: Fernando Leite/ Jornal Opção

De acordo com a Organização Meteorológica Mundial (OMM), 2020 caminha para se tornar o segundo ano mais quente de história, ficando atrás somente de 2016. A série histórica de registros climáticos que começaram em 1850 mostram isso.

“[O ano de] 2020 muito provavelmente será um dos três anos mais quentes registrados globalmente”, afirmou a agência da Organização das Nações Unidas (ONU) em seu relatório Estado do Clima Global 2020. De acordo com os dados, o ano foi caracterizado por ondas de calor, secas, incêndios florestais e furacões intensos.

Este ano ocorreram casos de incêndios florestais estimulados pelo calor intenso. Austrália, Estados Unidos e Sibéria registraram queimadas naturais que lançaram grandes colunas de fumaça pelo planeta. Além disso, o próprio Brasil, com incêndios no Pantanal, Amazônia, Cerrado também contribuiu para este quadro crítico.

A OMM acrescentou que mais de 80% dos oceanos globais tiveram uma disparada de calor marinho, atingindo níveis recordes. “Infelizmente, 2020 foi mais um ano extraordinário para o nosso clima”, lamenta o diretor-geral da OMM, Petteri Taalas. Ele também pediu mais esforços para conter as emissões que causam mudanças climáticas.

As concentrações de gases de efeito estufa atingiram novo recorde em 2019, e neste ano continuaram subindo, apesar de uma queda de emissões esperada devido aos lockdowns estabelecidos por causa da Covid-19, afirmou a OMM no mês passado.

Calor em Goiás

Este ano, Goiás sofreu bastante com as temperaturas elevadas. De acordo com André Amorim, gerente do Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas de Goiás (Cimehgo), o fenômeno La Niña é responsável pela irregularidade das chuvas na região.

“O La Ninã interfere na produção de frente fria. Este ano, estamos com poucas frentes avançando no País e nós dependemos dessas frentes frias para que chova. Com menos chuvas, a temperatura tende a aumentar e a umidade do ar a se reduzir”, explica Amorim.

Outro fator destacado pelo gerente do Cimehgo é a irregularidade das chuvas em Goiás. “Tivemos uma irregularidade nos últimos cinco anos, com baixos índices pluviométricos. Este ano, em novembro, apenas Porangatu alcançou índices consistentes de chuva [no Estado]. Nós tivemos um rápido período com chuvas torrenciais que mascararam a realidade, mas tivemos chuvas abaixo dos índices da climatologia”.

[Esta matéria conta com informações da Agência Brasil]