Wanderlei Barbosa critica incoerência de Carlos Amastha na área da saúde

Vice-governador e candidato à reeleição, Wanderlei Barbosa | Foto: Divulgação

A velha máxima “quem fala o que quer, ouve o que não quer” tem funcionado como nunca para o ex-prefeito e Palmas Carlos Amastha (PSB) quando o assunto é saúde. O pessebista tem dito em campanha eleitoral — rádio, televisão e comícios — que o governo estadual é ineficiente neste quesito, apresentando opiniões desfavoráveis ao sistema de gestão da saúde do Estado. O vice-governador e candidato à reeleição, Wanderlei Barbosa (PHS), rebateu o adversário enfatizando que Amastha não tem credibilidade para fazer as críticas, uma vez que não conseguiu cumprir suas promessas à população de Palmas, como a construção do Hospital de Urgência da Capital.

Ele ressaltou que, quando foi candidato à prefeitura da capital no ano de 2012, uma das principais promessas de Amastha foi a construção de um hospital para o atendimento de acidentados. Todavia, seis anos depois, a obra nunca saiu do papel. “Em Palmas, existem apenas UPAs [Unidades de Pronto Atendimento] que fazem o atendimento à população. Com isso, grande parte das demandas é encaminhada ao HGP [Hospital Geral de Palmas], sobrecarregando a unidade. Se o Hospital de Urgência não fosse apenas uma promessa de Amastha, o HGP seria destinado para a função ao qual foi construído, que é o tratamento de alta complexidade e de cirurgias eletivas”, afirmou Wanderlei.

A assertiva não deixa de ser verdadeira. O fato da capital do Tocantins ser uma das únicas do País a não contar com um Hospital Municipal para atendimentos básicos e de baixa complexidade lota a unidade hospitalar estadual e a desvia do fim para o qual foi concebida — a média e alta complexidade.

O vice-governador citou as realizações governamentais, como o fim das filas nos corredores do HGP e a conclusão da Unidade de Terapia Intensiva neonatal de Araguaína, pontuando que existe uma forte incoerência no discurso de Carlos Amastha. “Se o sistema de Saúde do estado é tão ruim, por que cerca de 40% dos pacientes do HGP são encaminhados pelas UPAs de Palmas?”, questionou. “Talvez seria melhor o ex-prefeito colocar a mão na sua consciência antes de propagar inverdades no seu programa eleitoral.”

Plansaúde

Embalado pelos problemas relatados por alguns usuários do plano de saúde dos servidores do Estado — o Plansaúde — em virtude da troca de operadora, Carlos Amastha (PSB) não perdeu a chance de repercutir o tema, dizendo que o “castelo de areia” do governador Mauro Carlesse (PHS) estava se desmoronando. Novamente vice-governadorn Wanderlei Barbosa (PHS), entrou em cena para rebater as acusações de que o Governo pode acabar com o Plansaúde. Wanderlei lamentou que, na falta de propostas, a campanha do ex-prefeito tenha que apelar para fake news no horário eleitoral, visto que algumas poucas reclamações se deram em razão da transição de uma empresa para outra, ou seja, meramente pontuais.

Segundo Barbosa, ao contrário de acabar, a gestão de Carlesse tem fortalecido o Plansaúde. “Quando assumimos o Governo, já existia um processo licitatório em curso, porém não havia sido finalizado. Para que não houvesse interrupção no atendimento dos usuários, nós negociamos com a Unimed Centro-Oeste e a empresa continuou a operacionalização até a conclusão da licitação. Deste modo, o Plansaúde manteve o atendimento regularmente”, explicou.

Com a finalização do processo licitatório, o governo assinou contrato com a empresa Infoway. A mudança vai melhorar o atendimento e garantir economia aos cofres públicos. “Em relação à taxa de administração, o Governo conseguiu uma redução na operacionalização de cerca de 50%, passando de mais de R$ 1,2 milhão que era passado para a Unimed Centro-Oeste para cerca de R$ 650 mil que será pago para a Infoway. Essa diferença será repassada em melhorias para os usuários”, afirmou.

O vice-governador finalizou lembrando que além de não haver aumento para os usuários, a atual gestão, desde que assumiu o governo, já pagou mais de R$ 111 milhões aos prestadores de serviços do Plansaúde. “O restante da dívida está sendo negociado pelo Governo com a mediação dos órgãos do Poder Judiciário”, esclareceu.

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