O atraso no repasse de R$ 36,6 milhões ao Fundo do Regime Próprio de Previdên­cia Social (RPPS-TO), referente às contribuições patronal e de segurados, pode gerar, a partir de 2018, um déficit no sistema previdenciário do Estado. A previsão é do presidente do Sindicato dos Servidores Públicos do Tocantins (Sisepe), Cleiton Pinheiro. Na sua avaliação, se a situação persistir, o beneficiário do Igeprev terá que tirar dinheiro da própria poupança. “E se esse resgate da poupança for constante, vamos ter que tirar dinheiro de algum fundo”, argumenta Pinheiro.

O Sisepe já cobrou posicionamento do governo, segundo o presidente, os servidores não obtiveram nenhuma resposta até agora. Pelos cálculos da entidade, o montante em atraso se refere a R$ 22,9 milhões de contribuição patronal e R$ 13,7 milhões retidos dos servidores públicos em agosto. Os atrasos, no entanto, não são apenas referentes ao mês de agosto.
De acordo com Pinheiro, a Sefaz alega que o dinheiro já foi repassado, mas a pasta não informou a data de transferência e o Instituto de Gestão Previdenciária do Tocantins (Igeprev) informa que “está se processando”.