“Se houver segurança jurídica, Raul Filho será o candidato do MDB em Palmas”

Conhecida pela defesa intransigente do municipalismo, a deputada federal Dulce Miranda avalia o cenário para as eleições municipais no Tocantins

A emedebista Dulce Miranda já foi primeira-dama do Estado do Tocantins, entre 2002 e 2009 e, posteriormente, entre 2014 e 2017, quando desenvolveu inúmeros projetos sociais, beneficiando a população tocantinense.

É graduada em Direito e atuou como secretária Estadual da Ação Social e do Trabalho. Em 2014, foi a deputada federal mais votada após obter 75.934 votos. Em 2018, foi reconduzida ao cargo, após conseguir 40.719 votos.
Conhecida pela defesa intransigente do municipalismo, nesta entrevista ela avalia o cenário para as eleições municipais, como também trata das questões afetas ao Estado do Tocantins, como a destinação de emendas para os municípios e para o enfrentamento à Covid-19.

A Sra. tem anunciado o pagamento de várias emendas parlamentares aos municípios tocantinenses. Qual o balanço das suas atividades parlamentares a partir do segundo mandato iniciado em 2019?
Muitas são as emendas parlamentares que beneficiam o povo tocantinense. Desde 2015, até a presente data, foram pagos mais de R$ 90 milhões de reais. Entretanto, esclareço que o papel dos parlamentares não consiste apenas em destinar recursos para os municípios. Faço parte, por exemplo, da Comissão da Seguridade Social e Família, que trata do Fundeb, do SUS, do Bolsa-família, o social como um todo.

Acompanhamos a aplicação dos recursos pelos Ministérios, elaboramos projetos de leis para melhorar a vida da população e, além de propô-los, monitoramos todo o trâmite nas Comissões, até que seja levado ao Plenário para votação. A responsabilidade de cada parlamentar, portanto, é muito grande quando se elege.

Em relação ao MDB, quais são suas perspectivas para as eleições municipais de 2020 no Tocantins? Verifica-se que o partido está fortalecido em muitas cidades, mas especificamente em relação a Porto Nacional, com Joaquim Maia, Paraíso com Celso Morais, Miranorte com Carlinhos da Nacional, Colinas com Adriano Rabelo, Araguaína com Jorge Frederico e Araguatins, com Claudio Santana, os candidatos tem grandes chances de serem eleitos. Qual sua avaliação acerca dessas possibilidades ou outras que considera viáveis no Tocantins?
Temos vários prefeitos no curso do mandato que vão à reeleição, tenho certeza, com grande chance de êxito. Além disso, temos outros filiados que serão candidatos, mas que nunca exerceram cargos públicos. Há uma oxigenação e isso é importante para o processo.

Estamos com frentes em todas as cidades tocantinenses, independente do tamanho delas ou do eleitorado. Para o MDB, o importante é o projeto macro, o fortalecimento do partido em cada um dos municípios e, por consequência, no Estado do Tocantins.

No que concerne especificamente a Palmas, mesmo que o filiado Raul Filho não consiga apresentar documentos que viabilize sua candidatura, o MDB terá candidato próprio na capital? Esse nome seria o do deputado Valdemar Junior?
Em Palmas, até então, o nosso candidato é o ex-prefeito Raul Filho. Ele está trabalhando nesse projeto, fazendo o papel dele. Na nossa reunião ele disse que se conseguir organizar – juridicamente – a vida dele, virá para a disputa. Mas se não houver segurança jurídica, ele disse que não disputa.

Caso isso ocorra, pode ser sim, a grande oportunidade do nosso deputado Valdemar Junior. Porque não? É um bom nome para capital. Contudo, se em todo caso não prosperar, o debate está aberto para outros postulantes. Vamos sentar e debater, é uma questão interna do partido.

Em relação ao tema, “mulher na política” de que forma a Sra. acredita que essa participação possa ser tornar mais ativa? Está correlata ao interesse pelo tema ou as siglas partidárias tem falhado em arregimentar novas lideranças?
Várias mulheres foram eleitas prefeitas no Tocantins em 2016. No seio do MDB, foram mais de cinco eleitas. Atualmente contamos com apenas duas, em Bernardo Sayão e Guaraí.

Temos incentivado e motivado novas candidaturas femininas. Aprovamos uma lei na qual 30% da chapa tem que ser composta por mulheres, sob pena dos homens não registrarem suas candidaturas. Isso é, sem dúvidas, é um incentivo para que as mulheres assumam seu papel na vida política. No Tocantins, especificamente no MDB, tenho certeza que teremos muitas prefeitas, vice-prefeitas e vereadoras. O “MDB Mulher” e o “MDB Jovem” estão mobilizados e, tenho certeza, o partido sairá fortalecido após essa eleição.

Notadamente no que diz respeito ao enfrentamento da Covid-19, como a Sra. vislumbra – de uma maneira geral – as condutas dos governos federal, estadual e os municipais? Onde houve equívocos ou acertos?
Entendo que essa questão da Covid-19 é atípica. Deu-se no mundo inteiro e não sabíamos como agir ou quando seria o pico da pandemia. O ministro Mandetta iniciou esse trabalho tentado cercar ou evitar o alastramento do coronavírus. É uma tarefa muito complicada, mas vejo que tanto o governo federal, quanto os estaduais tem feito – na medida do possível – a sua parte no auxilio aos municípios, cumprindo suas responsabilidades.

Eu mesmo, nas últimas duas semanas destinei mais R$ 5 milhões em emendas para o combate à Covid-19, mas não vejo como “falhas ou erros” a condução desse processo por parte dos governantes. Na verdade, para um país continental como o nosso, a distribuição desses recursos é muito complicada, visto que cada Estado tem suas especificidades. Às vezes, faltou um planejamento específico para quando a pandemia chegasse ao pico, estivéssemos mais bem preparados. Entretanto, na minha avaliação, as três esferas de governo tem cumprido seu papel no enfrentamento ao coronavírus.

Temos que nos adaptar a essa nova realidade e, pelo menos até a vacina ficar pronta e poder ser utilizada, ter muito cuidado.

Por fim, o que os tocantinenses podem esperar da deputada Dulce Miranda nos próximos dois anos e meio de mandato?
Sou uma deputada municipalista, gosto de atender a população, os prefeitos, vereadores e lideranças locais. Não vou mudar, sob nenhuma hipótese. Quero continuar sendo próxima das pessoas, levando oportunidades, benefícios ou emendas que mudem a vida delas.
É meu papel ouvir ideias e demandas, debater com as comunidades, pois só assim será possível trabalhar pela geração de emprego e renda para as pessoas.

Promovemos, durante os mandatos, verdadeiras revoluções em alguns municípios e isso é gratificante. Tenho ajudado muitos prefeitos com projetos e destinação de verbas. Tenho aprendido e evoluído politicamente cada dia mais. O que cada tocantinense pode esperar de mim é lealdade, caráter e muita responsabilidade em tudo que faço.

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