“Se eu for enfrentar um pleito em 2022 será em consenso do partido e das minhas bases”

Diogo Fernandes já colocou seu nome à disposição como pré-candidato a Deputado Federal pelo PROS-TO

O ex-vereador e empresário em Palmas, Diogo Fernandes, assumiu recentemente a presidência do PROS no Tocantins, ficando no lugar do ex-senador Ataídes Oliveira. Fernandes é conhecido por sua participação bastante ativa enquanto vereador e por seus projetos de lei que visavam beneficiar não somente a capital, mas o Estado como um todo. Diogo se posiciona com bastante opinião em suas redes sociais sobre diversos assuntos, e um dos mais recorrentes é sobre o setor produtivo, recentemente tem dividido opiniões e levantado discussões em seus posts ao se colocar contra a exigência do passaporte sanitário de vacinação.

Entrevistado pelo Jornal Opção Tocantins, Diogo Fernandes comentou sobre seus projetos para 2022 e expressou sua opinião sobre o atual cenário da política no Tocantins.

Enquanto Vereador, você se manifestava muito ao lado do empresariado, e atualmente, se expressa nas redes sociais bastante indignado com algumas decisões pós-pandemia, uma delas é a exigência do passaporte de vacina. Pode falar um pouquinho sobre?
“Eu me manifesto ao lado do setor produtivo por entender que é uma classe extremamente importante porque está totalmente ligada à sobrevivência humana através da geração de emprego e renda. Ninguém vive sem emprego e sem renda, quando não tem isso as pessoas passam fome, necessidade e não tem acesso à dignidade básica da pessoa humana, então eu entendo e compreendo a importância do setor produtivo, sempre entendi isso, e aqui no Estado do Tocantins sempre foi tratado com descaso, nunca foi tratado com o respeito que merece esse setor. Sempre foi tratado com muitas leis e regras que fragilizam o setor e o governo nunca deu importância para o setor produtivo, a verdade é essa, a carga tributária é excessiva, a fiscalização é alta e a última coisa que estão preocupados é com a qualidade e a segurança jurídica, estão preocupados só com a arrecadação.

Sobre o passaporte da vacinação, eu fico indignado mesmo, porque as nossas liberdades individuais estão sendo desrespeitadas durante este período de pandemia, e o pior de tudo isso é o governo ter tomado decisões, como fechar as portas dos estabelecimentos sem criar uma medida para sustenta-las enquanto isso. Eu acho que o passaporte sanitário é um atraso, um retrocesso, até porque a maioria das pessoas já tomaram primeira e segunda dose, os índices mostram que graças a Deus os números de mortes diminuíram radicalmente, então exigir que uma pessoa ande com uma carteirinha pra provar que tomou a vacina, é falta de respeito com o cidadão.

É por isso que eu manifesto indignação, eu acho que as liberdades individuais precisam ser preservadas e as pessoas precisam ver o Estado como um aliado, um protetor das liberdades individuais. Pensando pelo outro lado, essa vacina que a própria prefeitura e o governo têm orgulho de informar que está vacinando as pessoas, então eles estão também assumindo que a vacina não é eficiente? Se a vacina funciona não precisa de passaporte, é preciso confiar nas pessoas.

Qual é a sua visão política sobre o afastamento do Governador e demais agentes públicos?
É lamentável mais um governador agastado no Tocantins, e eu que apoiei este governo nas eleições como muitos tocantinenses apostaram nele, e a gente vê nessa hora que jogou o voto fora. Quando acontece isso o Estado perde, todos nós perdemos, e a gente não comemora.

O que espero a partir de agora é que o Governador em exercício faça um bom governo, tenha sabedoria para conduzir o Estado por um rumo melhor, traga prosperidade, segurança jurídica, segurança para que todos os cidadãos vivam melhor, que o Estado proteja as pessoas e não continue como um vilão, porque na visão da sociedade o Estado é um vilão que ninguém confia. A gente precisa reverter isso, todos os políticos se empenharem nisso, é o que esperamos do Governador Wanderlei Barbosa.

Recentemente você assumiu a presidência do PROS-TO, quais os seus planos para a gestão?
Temos o objetivo de eleger três deputados Estaduais e dois Federais, sabemos que é um desafio grande, mas não é impossível, temos grandes nomes já filiados ao partido e temos certeza que teremos êxodo na nossa jornada política em 2022. E o nosso objetivo além de fazer as cadeiras é mudar os personagens tanto na Assembleia como na Câmara Federal, queremos pessoas novas para oxigenar a política.

Não estamos aqui para criticar os mandatos das pessoas que já estão em exercício atualmente, quem tem que fazer esse juízo é a população e não o PROS, mas nós temos um projeto alternativo para apresentar à sociedade, o de oxigenação da política. Por isso nós estamos formando um grupo de candidatos com pessoas competentes, que não são mandatários para que a gente possa enviar para as duas casas legislativas e discutir uma política com sensibilidade, uma política mais humanizada, sem mácula e sem corrupção.

Você vai se candidatar a algum cargo em 2022?
Estamos conversando com o nosso partido, tendo uma discussão interna, estou consultando as minhas bases. Não vou assumir a paternidade de candidatura nenhuma sozinho, se eu for enfrentar um pleito em 2022 será em consenso tanto com o partido quanto com minhas bases. O meu nome realmente está à disposição como pré-candidato a Deputado Federal, mas no momento certo com muita maturidade nós vamos colocar uma candidatura na rua.

Para governo, você já tem algum grupo para apoiar?
Nós estamos conversando e vamos tomar todas as decisões, inclusive sobre o projeto majoritário do partido no decorrer desta caminhada. Hoje nós temos o ex-senador Ataídes Oliveira que está como pré-candidato à Governador pelo partido, e nós vamos avaliar juntos e alinhar este projeto partidário majoritário para o PROS. Primeiramente vamos discutir dentro de casa para depois abrirmos uma conversa com grupos de outros partidos.

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