PSB, MDB e PSDB seguem sem pressa para compor aliança

Grandes partidos com tradição no Tocantins mantêm diálogo com todos os pré-candidatos ao governo e não definem alianças

O ex-governador Marcelo Miranda (MDB) ainda espera ser candidato ao Senado, de preferência numa chapa competitiva que caiba também a candidatura da deputada federal Dulce Miranda (MDB), que busca novo mandato. Nos bastidores, dizem que Marcelo se contentaria até em ser candidato a deputado estadual, desde que a ex-primeira-dama fosse indicada vice, no caso, de Ronaldo Dimas (PL).

Dulce apoia o governo de Wanderlei Barbosa (Republicanos) e deixa transparecer que a tendência do MDB é integrar a base aliada. O partido segue sem definição de aliança. Na janela partidária, perdeu quatro deputados – Valdemar Júnior, Nilton Franco, Jair Faria e Jorge Frederico –, que preferiram buscar outras opções. Valdemar, Nilton e Frederico se filiaram ao Republicanos do governador Wanderlei e Jair Faria, ao PL de Ronaldo Dimas.

O ex-prefeito de Palmas Carlos Amastha espera ser o candidato a deputado federal mais votado do PSB e levar mais um a ser eleito, o qual pode ser o juiz Marlon Reis. O socialista faz cálculos ainda de eleger o senador, o treinador de futebol Vanderlei Luxemburgo e pelo menos cinco deputados estaduais. Amastha declara simpatia ao governador Wanderlei Barbosa, mas mantém diálogo com todos os pré-candidatos.

Na semana passada, ele manteve encontro com o pré-candidato ao governo e deputado federal Osires Damaso (PSC) com vistas a estabelecer aliança. Amastha diz que o PSB mantém diálogo com todos, sem pressa de oficializar aliança.

A prefeita de Palmas, Cinthya Ribeiro, presidente do PSDB, promove uma renovação no partido. Decidiu negar legenda a candidatos já com mandato e perdeu os dois deputados – Luana Ribeiro que se tornou comunista, filiada ao PCdoB, e Olintho Neto, que virou Republicanos. A prefeita diz que a eleição de governador passa por Palmas, o que indica o interesse em participar do processo. Apesar dos convites, o PSDB que não tem candidato próprio e continua indefinido e isolado.

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