Procedimento cardíaco inédito evita envio de pacientes para atendimento fora do Tocantins

Técnica menos invasiva e com alta taxa de eficiência está sendo utilizada de acordo com a demanda do Estado pela empresa Medplus

Equipe realiza o procedimento no Hospital Geral de Palmas | Foto: Vinicius Aguiar

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) realizou na quinta-feira, 02, um procedimento cardíaco inédito no Hospital Geral de Palmas (HGP). Este é o quinto procedimento cardíaco, que teve início em junho – via hemodinâmica – realizado nos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) do Estado do Tocantins. Os outros quatro foram realizados no Hospital Dom Orione, em Araguaína.

A técnica, menos invasiva e com alta taxa de eficiência, está sendo utilizada de acordo com a demanda do Estado do Tocantins e através da empresa Medplus. O titular da SES, Edgar Tollini, explica que “devido o Tocantins ainda não dispor de médicos que realiza esses procedimentos, os pacientes que sofriam com esses problemas cardíacos tinham que ser transferidos para outros estados. Assim, foi necessário contratar essa empresa para prestar esse atendimento específico aos cardiopatas do nosso Estado”.

O secretário informou ainda que os procedimentos serão realizados em recém-nascidos e adolescentes até 18 anos. “Pacientes com necessidade de cateterismo de urgência serão realizados em Palmas e Araguaína, dependendo do local em que estiver. Os procedimentos eletivos serão realizados no Hospital Dom Orione, em Araguaína, e no HGP, em Palmas, seguindo um fluxo feito pela SES e obedecendo a fila criada pela Central de Regulação do Estado”, destacou.

Um dos médicos responsáveis por realizar os procedimentos é o cardiologista pediátrico e hemodinamicista especializado em cardiopatia congênita, Paulo Correia Calamita. “O procedimento realizado foi um cateterismo cardíaco em uma paciente de 11 anos, portadora de cardiopatia congênita denominada persistência do canal arterial, uma comunicação anômala entre a aorta e a artéria pulmonar, que em longo prazo sobrecarrega o pulmão e nos casos onde é pequeno, aumenta o risco de endocardite (infecção do coração)”, afirmou, acrescentando que “a paciente não apresentou intercorrências, e deve receber alta domiciliar em 24 horas”.

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