Prefeitura de Palmas troca Secretário de Saúde e MPTO quer adequações no atendimento da Covid-19

Os pedidos foram fundamentados em informações prestadas por profissionais de saúde lotados na UPA Sul

O Secretário Municipal de Saúde de Palmas, Daniel Borini Zemuner pediu demissão do cargo na terça-feira, 04, alegando problemas pessoais. Um áudio, de autoria do médico Volnei Pereira Aires Pimenta, lotado na UPA Sul, viralizou pela rede social “whatsapp”, relatando falta de testagens, equipamentos e medicamentos. 

A nova Secretária, Valéria Paranaguá – na tentativa de contornar a situação – fez Nota Pública, contudo, o expediente é praticamente uma confissão que o relatório do médico é verdadeiro.  Segundo o referido documento, houve uma alta excessiva no preço dos medicamentos, o quê inviabilizou os processos licitatórios para aquisição de novos testes e remédios. A Nota também relata que foram encaminhados expedientes a todas as áreas da saúde, solicitando relatórios circunstanciados – inclusive às UPAs – sobre o abastecimento de fármacos, prioridade nos atendimentos, fluxo de pacientes e a capacidade das unidades.

Por sua vez, o Ministério Público do Tocantins encaminhou, na quinta-feira, 6, recomendação para que seja sanada uma série de deficiências no atendimento prestado na UPA Sul, referente principalmente ao tratamento da Covid-19. A recomendação é fundamentada em informações prestadas por profissionais de saúde lotados na unidade e por representações feitas à 19ª Promotoria de Justiça da Capital.

Segundo as informações dos profissionais de saúde, encontram-se em falta diversos medicamentos que precisam ter seu estoque regularizado, sendo eles: Ranitidina, Complexo B, Dramim, Hidralazina, medicamentos para uso em paradas cardiorrespiratórias, Dipirona, Paracetamol, Azitromicina, Ivermectina, Hidroxicloroquina, Alopurinol, Amitriptilina, Fenobarbital, Amoxilina, Permetrina, Doxiciclina, Doxasozina, Cinarizina, Miconazol, Levomepromazina, Clomipramina, Fenitoína, Bromazepam, Biperideno, Budesonida, Dexametasona, Carvedol, Metoprolol, Dexametasona, Metildopa, Levotiroxicina, Gliclazida e antibióticos injetáveis utilizados em pacientes graves de Covid-19. A recomendação diz que os medicamentos sejam adquiridos em conformidade com a demanda local, para que não ocorra um rápido desabastecimento.

Também estariam em falta testes rápidos para Covid-19, inviabilizando a tomada decisões imediatas pelos profissionais da saúde e levando os pacientes a serem orientados a retornarem para suas casas sem conclusão de diagnóstico. A Promotoria de Justiça também recomenda que os testes sejam disponibilizados de forma urgente e na quantidade adequada para a demanda local.

Diversas representações encaminhadas à 19ª Promotoria de Justiça da Capital relatam irregularidades nas escalas de plantões, com ausência de médicos e enfermeiros. Também há relatos de que médicos sem experiência para proceder a intubação de pacientes estão atuando na unidade. Quanto a isso, é recomendada a contratação adicional de profissionais e a oferta de capacitação para o procedimento de intubação.

Por fim, o promotor de Justiça recomenda à Secretaria Municipal de Saúde que seja providenciada a  pronta internação de pacientes com indicação médica para leitos de UTI, pois há relatos sobre pacientes que se permanecem na UPA, inclusive sem alimentação intravenosa, enquanto precisam de leito de terapia intensiva.

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