Por que Kátia sugeriu que Haddad desistisse a favor de Ciro Gomes?

Discurso destemperado fere orgulho dos tocantinenses

Kátia Abreu: discurso sem lógica. | Foto: Divulgação

Já é tradição que, em semana de pós-eleição, as feridas são expostas, os erros de campanha vêm à tona e, na ampla maioria das vezes, indiretas são ditas à imprensa que, naturalmente, repercute.

Não foi diferente após o pleito do último dia 7. Segundo a im­prensa nacional, a senadora tocantinense Kátia Abreu (PDT), candidata à vice-presidente na chapa de Ciro Gomes (PDT), talvez pelo êxtase ou pela raiva momentânea, cogitou que Fernando Haddad (PT) desistisse do segundo turno contra Jair Bolsonaro (PSL). Segundo o artigo 77 da Consti­tui­ção Federal, caso o petista desistisse, Ciro, o terceiro colocado, herdaria a vaga no segundo turno.

Ora, mas o que leva a senadora a pensar que Haddad, em sã consciência, faria isso? Ela pode até achar que Ciro merece uma chance, mas não pode se esquecer que o povo não acha a mesma coisa, na medida em que Haddad obteve pouco mais de 31 milhões de votos, enquanto o pedetista não passou de 13,4 milhões.

Que é a lógica nisso? Que res­peito é esse com a democracia? Esse discurso é simplesmente destemperado e fere o orgulho dos tocantinenses que, querendo ou não, são representados pela senadora no Congresso Nacional.

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