A Operação da Polícia Federal denominada “Operação Colheita” foi deflagrada em Palmas e Lajeado, na quinta-feira, 22. Os mandados de busca e apreensão são oriundos da 5ª zona eleitoral em razão de inquérito policial instaurado por requisição do Ministério Público Eleitoral para apurar crimes de corrupção eleitoral, falsidade de documentos públicos e organização criminosa.

A Polícia Federal cumpriu 10 mandados de busca e apreensão e 48 mandados de condução coercitiva nas duas cidades. Segundo o promotor Eleitoral João Edson de Souza, responsável pela investigação em conjunto com Polícia Federal, os documentos e equipamentos apreendidos indicam sucesso na operação. “A investigação realizada até este momento demonstra de forma bastante clara a existência de uma organização criminosa que objetiva influenciar no processo eleitoral, beneficiando candidatos com recursos públicos. Para que se tenha uma ideia da gravidade dos fatos, constatamos mais de 250 lotes, em área municipal, totalmente irregulares, que estão servindo como moeda de troca por votos. A atuação dessa organização viola a soberania popular firmada pelo voto e impõe intervenção do MPE, PF e Justiça Eleitoral.”

A investigação, motivada pela suspeita de transferência fraudulenta de títulos eleitorais para o município de Lajeado, supostamente comandada pelo vereador José Parente Aguiar, teve início há alguns meses, quando foi detectado número superior de eleitores em relação ao número de habitantes na referida cidade. O inquérito foi inicialmente conduzido pela Polícia Civil de Miracema e a Polícia Federal em Palmas deu prosseguimento após decisão da Justiça Eleitoral. Durante as investigações, foram constatadas transferências de inscrições eleitorais para Lajeado fundamentadas em documentos que tinham indícios de falsidades, segundo a PF. Lajeado tem 3.334 eleitores e uma população de 2.838 habitantes.

Durante a operação, foram efetuados 92 cancelamentos de inscrições eleitorais pelo Cartório Eleitoral da 5ª Zona Eleitoral, em Miracema do Tocantins.