Os principais candidatos a prefeito de Palmas, Araguaína e Gurupi em 2020

Nos bastidores da política, já se cogita o futuro de algumas gestões municipais, principalmente pelos agentes políticos que ficarão sem mandato a partir de 2019

Cinthia Ribeiro, Carlos Amastha e Josi Nunes | Fotos: Reprodução

Ao contrário do que muitos pensam, as eleições municipais de 2020 já estão na pauta dos políticos. Se o eleitorado sequer absorveu o impacto das eleições de 2018, nos bastidores da política já se cogita o futuro de algumas prefeituras, principalmente pelos agentes políticos que ficarão sem mandato a partir de 2019.

Em Araguaína, cidade polo do Norte do Estado do Tocantins, o que não falta são candidatos. Os deputados federais Lazaro Botelho (PP) e Cesar Halum (PRB), que não foram reeleitos em 2018, são candidatos naturais. Contudo, ambos são parceiros, cultivam alianças políticas e dificilmente se enfrentariam. Um dos dois, portanto, estaria fora da disputa.

O atual prefeito Ronaldo Dimas (sem partido) já foi reeleito e participará do processo apenas na condição de aliado. Entretanto, na presente data, é difícil definir o nome que apoiará.

Além deles, outros dois deputados estaduais representantes da cidade, Olyntho Neto (PSDB) e Elenil da Penha (MDB), são nomes fortes para a disputa. Evidentemente, outros líderes poderão pleitear o cargo, como o vereador Marcus Marcelo (PR) e até mesmo o ex-prefeito de Palmas Carlos Amastha (PSB).

Na impossibilidade de disputar a prefeitura que renunciou em 2018, Amastha ameaça transferir seu domicilio eleitoral para a capital do boi, onde angariou muitos votos nas eleições para governador e goza de um certo prestígio entre a população.

Em Gurupi, o cenário é diferente. Não há tantos candidatos como na cidade do Norte. A deputada federal Josi Nunes (Pros), sem mandato a partir de 2019, é forte candidata. Todavia, é necessário superar os entraves jurídicos da legislação eleitoral, uma vez que sua mãe, Dolores Nunes (MDB), é a atual vice-prefeita de Gurupi. Há poucos concorrentes de peso, mesmo porque o atual prefeito, Laurez Moreira (PSDB), já foi reeleito e estará fora da disputa.

Entretanto, os tucanos têm uma peça nova no tabuleiro, que surgiu após as eleições de outubro: o empresário do ramo frigorífico Oswaldo Stival, que foi candidato a vice-governador na chapa encabeçada por Carlos Amastha. Stival fez uma campanha ao estilo vereador, andando de casa em casa, apertando a mão de cada eleitor, tomando café frio, pegando menino sujo no colo e, por fim, pedindo votos. É um dos nomes fortes para a disputa no Sul do Estado.

Por fim, na capital do Estado do Tocantins, o que não falta são pretendes ao Paço Municipal de Palmas. A prefeita Cinthia Ribeiro (PSDB) é candidata natural à reeleição e, conforme o andar da carruagem, pode ser forte concorrente. Dependerá muito da articulação política que fizer durante os dois anos que ainda lhe restam.

Outro forte concorrente é o vice-governador Wanderlei Barbosa (PHS), que já demonstrou nítido interesse em governar a capital. Suas chances passam, porém, pela gestão do governador Mauro Carlesse (PHS) nos próximos dois anos.

Além dos dois, podem surgir nomes tradicionais, como Raul Filho (PDT), Marcelo Lelis (PV) e até mesmo o deputado estadual reeleito em 2018, que foi o segundo prefeito de Palmas ainda no ano de 1992, Eduardo Siqueira Campos (DEM).

Naturalmente, outros nomes poderão surgir com o decorrer do tempo. Entretanto, os interessados em se tornar gestores das três maiores cidades do Tocantins são os mencionados.

Favoritismos à parte, azarões correndo por fora, as chances de cada um estão vinculadas às suas condutas, o não envolvimento em processos criminais e, principalmente, aos discursos centrados ou verborragias que proferirem no decorrer dos próximos meses.

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