Marcelo Miranda pode disputar reeleição ou mandato de senador

Candidaturas de Siqueira Campos, Carlos Amastha e mesmo a de Kátia Abreu dependem do projeto do emedebista

Governador Marcelo Miranda | Foto: Frederick Borges

Há pouco tempo, instado a resumir o governador do Tocantins, Marcelo Miranda, numa só palavra, um deputado disse: “Gigante”. “Por quê?”, insistiu o repórter. O parlamentar redarguiu: “Porque já enfrentou várias eleições e, ao mesmo tempo, ‘intempéries’ da política e resistiu, sem desanimar nem recuar. Trata-se de um político vocacionado, um vencedor”.

De fato, o deputado tem razão. Marcelo Miranda, do MDB, é uma espécie de força da natureza. Ele ganha eleições em sequência, mas adversários, incrustados em diversas áreas — e não apenas na política —, trabalham para derrotá-lo no tapetão. Aqueles que não conseguem vencê-lo nas urnas, na disputa pelo voto popular, trabalham, de maneira meticulosa, para arrancá-lo do poder.

Há uma identidade impressionante entre Marcelo Miranda — talvez resultante tanto de seu espírito democrático quanto de seu espírito diplomático — e a sociedade tocantinense. Nenhum político, dos mais tradicionais aos mais recentes, conseguiu vencê-lo para governador nas urnas. Tal a empatia do emedebista com os eleitores. Guardadas as proporções, o governador lembra o presidente Juscelino Kubitschek, que era um democrata radical, sempre aberto ao diálogo.

Nas eleições de outubro deste ano, há duas portas abertas para Marcelo Miranda. Ele pode disputar a reeleição ou uma vaga no Senado. Há duas vagas para senador e os postulantes mais citados, até o momento, são o prefeito de Palmas, o outsider Carlos Amastha, e o ex-governador Siqueira Campos, um insider.

Carlos Amastha é uma incógnita. Não se sabe com quem realmente vai compor para a disputa, se de fato for disputar uma vaga no Senado. Há quem diga que “não suporta” mais ficar na Prefeitura de Palmas, que, nas palavras de seus aliados, teria ficado pequena para o seu ego cada vez mais inflado. Siqueira Campos, mesmo estando há mais de meio século na política, ainda tem capital eleitoral. Não significa necessariamente que pode ser eleito, mas é um nome considerável.

Siqueira Campos e Carlos Amastha: ambos são pré-candidatos a senador

Aliados de Siqueira Campos têm sugerido que suas portas estão abertas para uma aliança com Marcelo Miranda. Ele pode tanto apoiar a reeleição do governador quanto fazer uma dobradinha para o Senado. A rigor, nem há conversas oficiais ou extraoficiais sobre o assunto. Mas as portas estão abertas e, como se sabe, não se arrombam portas abertas em política.

Portanto, Marcelo Miranda está no jogo, e como um dos principais players — quiçá o principal deles —, tanto para o governo quanto para o Senado. As demais candidaturas, por sinal, dependem de suas movimentações políticas. Por exemplo: Carlos Amastha, se Marcelo Miranda for candidato a senador, sobretudo em parceria com Siqueira Campos, dificilmente deixará a Prefeitura de Palmas. Simplesmente porque, sem a estrutura da prefeitura e sem estrutura política no interior, seu voo poderá acabar sendo de pato. (E. F. B.)

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