Marcelo Miranda e ex-secretários tornam-se réus em mais um processo

Processo apura esquema de funcionários fantasmas no seu último mandato. Justiça também acata denúncia contra servidora suspeita de receber sem trabalhar

Ex-governador Marcelo Miranda | Foto: Divulgação

O ex-governador Marcelo Miranda (MDB) foi denunciado por peculato e falsidade ideológica em um processo que apura um suposto esquema de funcionários fantasmas no seu último mandato. A Justiça também acatou denúncia contra a servidora pública Alciany Chaves, suspeita de receber sem trabalhar, além da mãe dela e três ex-secretários do governo do Tocantins.

Os investigados foram denunciados pela Promotoria de Justiça de Araguaína e aceita pelo juiz criminal Francisco Vieira Filho. Os réus serão intimados e terão um prazo de dez dias para apresentar defesa. A assessoria do ex-governador preferiu não divulgar nota à imprensa, pelo menos até os advogados terem acesso aos autos.

O caso que deu origem ao processo é da enfermeira Alciany Chaves. As investigações apontaram que, entre 2017 e 2019, a servidora recebeu salários do Estado do Tocantins, mesmo estando fora do País, enquanto estudava medicina em uma universidade de Ciudad Del Este, no Paraguai.

As investigações fazem parte da operação Catarse, iniciada em 2018, e que encontrou indícios de pelo menos 300 fantasmas na extinta Secretaria-Geral de Governo.

Foram denunciados o ex-governador Marcelo Miranda; o ex-secretário-geral de Governo Cesarino Augusto; o ex-secretário de Estado da Articulação Política João Emídio Felipe de Miranda; o ex-secretário-chefe da Casa Civil Télio Ayres Leão; a enfermeira Alciany Chaves e sua mãe Cleidimar Aparecida Chaves.

Vários gabinetes de deputados estaduais também já foram alvo da operação Catarse. Três funcionários da Assembleia Legislativa chegaram a ser presos preventivamente, visto que, neste caso, havia suspeita de que assessores parlamentares tinham que devolver a maior parte do salário para pessoas ligadas aos parlamentares.

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