A recomposição das comissões permanentes da Câmara Municipal de Palmas foi questionada na sessão de terça-feira, 26, pelo vereador Folha Filho (PTN). O parlamentar afirmou que recorrerá à Justiça contra a nova configuração das comissões, prometendo manter a obstrução das votações, que já dura mais de 30 dias até que a situação se resolva.

Na tribuna, Folha acusou o presidente da Câmara, Rogério Freitas (PMDB), de não atender ao regimento interno da Câmara que determina a revisão das comissões em caso de destituições dos blocos parlamentares. “Só substituiu e ao seu bel prazer”, reclamou o vereador.

A acusação, no entanto, foi rebatida de bate pronto por Freitas, que mostrou a ata da reunião, realizada no dia 14, na qual os parlamentares definiram a recomposição das comissões. No referido documento consta a assinatura de Folha Filho que, na ocasião, mostrou-se de acordo com a definição dos integrantes das comissões. “Discutiam, assinaram e agora querem entrar na Justiça contra o que assinaram”, questionou o presidente da Câmara.

Rogério explicou que os vereadores tiveram a liberdade de indicar a quais comissões tinham interesse de integrar. Entretanto, só depois de feita a recomposição foi que os vereadores da base governista perceberam que não têm a liderança nem a maioria dos votos da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). “O interesse deles era a CCJ”, destacou o presidente. “Provavelmente não agradaram ao chefe do Executivo”, concluiu.

Ato contínuo, o vereador Joaquim Maia (PV) enfatizou que o “presidente colocou à frente o regimento da Casa”, garantindo a representação partidária nas comissões. “Folha quer que o regimento não se cumpra”, disse Maia.

Na opinião de Milton Neris (PP) criar controvérsia quanto à recomposição das comissões da Câmara é uma estratégia dos governistas e do prefeito para desviar o foco das atenções às investigações da ações do município. Ele defendeu o corte do ponto dos vereadores que não comparecerem às sessões.