Jogos Mundiais dos Povos Indígenas seguem em ritmo acelerado

Screenshot_1A primeira edição dos jogos mundiais indígenas que se realiza em Palmas (TO) foi oficialmente aberta na sexta-feira, 23/10. O evento contou com a participação da presidente Dilma Rousseff, do governador Marcelo Miranda, do prefeito da capital, Carlos Amastha, e do presidente do Comitê Intertribal dos Jogos Indígenas, Marcos Terena.

Na abertura, dois indígenas, um homem e uma mulher, deram uma volta olímpica com a tocha nas mãos. Um momento marcante da cerimônia de abertura foi a execução do hino nacional em duas partes, sendo que a primeira foi cantada em língua indígena. O acompanhamento ficou a cargo do violonista Robson Miguel e dos maracás tocados por um grupo de indígenas brasileiros. O líder dos indígenas canadenses presentes aos jogos, Willy Littlechild, leu uma mensagem do secretário-geral da Organização das Nações Unidas, Ban Ki-Moon, para os jogos. “Esses jogos mostram como o esporte pode unir os povos e promover a paz. Nessa oportunidade, eu chamo os governos e a sociedades para o desenvolvimento das agendas dos povos indígenas”, discursou Littlechild.

As disputas de arco e flecha, prática nobre entre os indígenas, também mereceu destaque. Cada flecheiro teve direito a três tiros, a 30 metros de distância. O alvo – um desenho de um peixe – conferia pontuações distintas, de acordo com o grau de dificuldade: a soma dos acertos indicaria a pontuação final de cada um.

As disputas de cabo de força levantaram o público na arena. A torcida foi intensa, com muitos gritos e aplausos. A animação era maior ainda em embates contra equipes estrangeiras. A disputa entre os índios Manoki e um combinado de atletas dos Estados Unidos e Filipinas fez o público gritar a cada centímetro avançado. A disputa parecia interminável e a bandeirinha mal se movimentava para um lado ou para outro. A etnia Manoki, por fim, cansou e acabou derrotada, porém não faltaram aplausos.

O destaque dos jogos foi um desfile de beleza indígena. Segundo a organização dos JMPI, esse tipo de apresentação é bem tradicional nas festividades indígenas e desta vez reuniu representantes de diversos países.

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