“Irajá Abreu é liderança emergente e comanda novo grupo político no Estado”

Vereador (ainda) do PR diz que a sigla perdeu o timoneiro, o líder maior que agregava

Vereador Milton Néris: “O projeto do PL está sendo criado em nível nacional pelo e no Estado é liderado pelo deputado federal Irajá Abreu”

Vereador Milton Néris: “O projeto do PL está sendo criado em nível nacional pelo e no Estado é liderado pelo deputado federal Irajá Abreu”

Gilson Cavalcante

Sem clima para permanecer no PR, o vereador Milton Néris está de malas prontas para migrar ao PL, partido que ainda depende de questões burocráticas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O PR, comandado pelo senador Vicentinho Alves, é oposição ao prefeito da capital, Carlos Amastha. “Eu acho que o PL nasce com uma nova proposta e tem condições de reunir o que há de melhor no Estado, com um líder novo e que tem um futuro político esplêndido, uma pessoa que está sabendo conduzir todo esse processo, que é o deputado Irajá Abreu (presidente regional do PSD). Acho que esse grupo reúne todas as condições para se constituir em uma nova força política no Estado”, defende o vereador, na entrevista exclusiva ao Jornal Opção. Néris avalia que será um grande grupo para discutir o processo político do Estado do Tocantins. “Nós vamos estar à frente das discussões, não vamos abrir mão de debater, de discutir o projeto de 2016 nos 139 municípios tocantinenses e fortalecer o novo partido nesses municípios; não vamos abrir mão de nos preparar para as eleições de 2018”, adiantou o vereador.

Néris reconhece a liderança e a densidade eleitoral do ex-prefeito Raul Filho, presidente metropolitano do PR, e que nutre um grande respeito por ele, No entanto, ressalta que estão, hoje, em lados diferentes. “Eu não estou saindo do PR porque o Raul ingressou na legenda. Ele se filiou há pouco tempo. Agora, eu estou nesse projeto do PL desde o ano passado. O novo partido nasce com a ideia de se fundir com o PSD no futuro, de formar uma grande força política no Brasil. Agora, qual vai ser o caminho desse novo grupo e com quem esse grupo vai estar, é uma discussão que ainda vai acontecer”, especula.

O sr. é um fiel escudeiro da gestão do prefeito Carlos Amastha. No entanto, continua no PR, partido que faz oposição ferrenha a ele. Vai mudar de legenda quando, para ficar mais à vontade nessa relação?
Estamos em um projeto ainda está em curso, a criação do PL. Eu tenho contribuído no recolhimento de assinaturas, articulado com líderes políticos do Estado, nesse momento liderado pelo deputado federal Irajá Abreu. Então, estou no aguardo. Estamos agora protocolando as últimas assinaturas para finalizar o número necessário para criar o partido, aguardando a parte burocrática, que é a liberação do TSE. Concluído esse processo do registro, estarei com esse grupo novo, construindo esse projeto. Como nós ainda temos tempo e o processo está bem adiantado, acredito que, para o fim do calendário eleitoral, estaremos com o PL criado, um novo projeto, que consiste na formação de um grupo no Estado para discutir o processo político do Tocantins.

Nesse projeto estariam o prefeito Amastha e o governador Marcelo Miranda, por exemplo?
O projeto do PL está sendo criado em nível nacional pelo Kassab (Gilberto, do Ministério das Cidades) e aqui no Estado liderado pelo deputado federal Irajá Abreu, presidente regional do PSD. É um projeto trabalhado a quatro mãos. Vários prefeitos estão com a gente. É um grande grupo com visão progressista.

Há lideranças com mandato que já sinalizaram a intenção de integrar esse novo grupo político?
Várias lideranças, vários prefeitos que colheram assinaturas nos municípios, vários líderes, ex-deputados, deputados com mandato que querem construir esse projeto. É muita gente acreditando, gente que vai disputar as eleições municipais do ano que vem. Para construir esse novo grupo, as eleições de 2016 são fundamentais para seu crescimento. Eu, nesse momento, não tenho nenhum problema partidário, de relação política. Eu estou inserido nesse projeto. Quando nós perdemos o senador João Ribeiro, que era o presidente regional do PR, perdemos o timoneiro, o líder maior, um líder que agregava.

O senador Vicentinho, presidente regional do PR, não está exercendo o papel de agregar?
Respeito muito o senador Vicentinho, mas eu estou nesse novo projeto, acredito e estou trabalhando nele. Na política as coisas não acontecem da forma ou no tempo que você quer, abraçamos esse novo projeto e estou há um bom tempo trabalhando nele. O deputado Irajá Abreu está fazendo um trabalho extraordinário, é uma liderança emergente, que surge nesse Estado, com uma nova maneira de se fazer política, na base do diálogo em constantes reuniões. Eu vejo nele (Irajá) um novo líder que tende a suceder o senador João Ribeiro, aquele líder presente, municipalista. Irajá está com a grande oportunidade nas mãos e faz o seu papel com maestria.

O PL terá condições de fazer uma aliança forte para as eleições proporcionais em 2016?
Se o Congresso tivesse acabado com as coligações proporcionais, qualquer partido novo teria muita dificuldade, como os partidos considerados pequenos. O jogo tem que ser jogado de acordo com as regras. Na regra para as eleições de 2016 será permitida a coligação proporcional. Então, temos que buscar uma boa aliança, para ter chances de eleger um bom número de vereadores no ano que vem, não só em Palmas, mas em todos os municípios tocantinenses. Os grupos políticos vão se organizando para o pleito de 2016, dentro do que há de comum entre eles. Estou na base do prefeito Amastha. O PR, enquanto tinha o senador João Ribeiro como líder, caminhou nesse sentido. O senador Vicentinho, que assumiu o PR, não tomou nenhuma decisão de tomar outro rumo. O que tem são lideranças importantes vindo para o PR e a gente não vê isso como ruim. Faz parte do jogo democrático. Eu tenho um compromisso político feito lá atrás com a base de apoio ao prefeito Amastha. E vou apoiá-lo no seu projeto de reeleição.

Começa a surgir uma terceira força política no Estado, com esse novo grupo?
Eu acho que o PL nasce com uma nova proposta e tem condições de reunir o que há de melhor no Estado, com um líder novo e que tem um futuro político esplêndido, uma pessoa que está sabendo conduzir todo esse processo, o deputado Irajá Abreu. Esse grupo reúne todas as condições para se constituir em uma nova força política no Estado e contempla aquilo que a gente tem como objetivo.

O ex-prefeito Raul Filho, que comanda agora o diretório metropolitano de Palmas e tem intenção de disputar a Prefeitura da capital no próximo ano. A candidatura dele é a única que pode fazer frente à reeleição de Amastha?
O ex-prefeito Raul Filho é um grande líder, com densidade eleitoral incontestável. Sou amigo e tenho um carinho especial por ele. Mas estamos hoje, talvez, em condições partidárias e de propósitos diferentes. Eu não estou saindo do PR porque o Raul ingressou na legenda. Ele se filiou há pouco tempo e eu estou no projeto do PL desde o ano passado. O novo partido nasce com a ideia de se fundir com o PSD no futuro, de formar uma grande força política no Brasil. Qual vai ser o caminho desse novo grupo e com quem ele vai estar é uma discussão por acontecer. Não posso, nesse momento, prever nada. O que eu sei é que nós vamos estar à frente das discussões, não vamos abrir mão de debater, de discutir o projeto de 2016 nos 139 municípios tocantinenses e fortalecer o novo partido nesses municípios. Não vamos abrir mão de nos preparar para as eleições de 2018, que é o projeto maior de discutir governo, Senado. Pode ser qualquer coisa, desde que haja o fortalecimento desse grupo, respeitando os líderes políticos, onde quer que eles estejam (legendas e lados).

O sr. travou discussões ásperas com o deputado Wanderlei Barbosa, do SD, hoje um dos adversários mais ferrenhos do prefeito Amastha, chegando ao ponto de ir às raias dos tribunais. O deputado chegou a dizer que os vereadores são condizentes com o que ele chamou de “falcatruas” do gestor municipal.
Quero que ele (Wanderlei) diga o nome e quais os crimes que os agentes públicos que ele acusa cometeram. Ele (Wanderlei), quando era presidente da Câmara em 2010, teve suas contas no valor de R$ 1.855.383,66 reprovadas pelo Tribunal de Contas. As contas são exatamente de quando aconteceu a reforma na Câmara. Quando ele (Wanderlei) foi questionado pelo deputado Ricardo Ayres (PSB), disse que admirava o seu par defender ladrões e por isso eu fui até a tribuna, pois sou um dos agentes constituídos por esta cidade e vê-lo fazer um ataque contra todos os agentes, sem prova e sem embasamento, me deixou indignado. Aqui tem homens, mulheres, mães e pais de família, não se pode questionar a conduta sem provas. Não quero mais bater boca sobre esse assunto. É na Justiça que isso vai ser resolvido. Se ele (Wanderlei) não tiver as provas das acusações, vou entrar também com representação por calúnia e difamação. Se não provar, vai ter que indenizar. Nesta Casa, tem um irmão de sangue dele (Wanderlei), o vereador Marilon Barbosa (PSB e aliado de Amastha) e se ele diz que é todo mundo corrupto, o irmão dele também é? E se for, aprendeu com quem? Só acho que a conduta não está sendo de acordo com o que preconiza o contraditório.

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