“Infelizmente o Brasil virou o país da emenda, não tem mais orçamento”

Ex-prefeito condena a prática do orçamento secreto que chama de maneira cruel de queimar dinheiro público

Carlos Amastha, ex-prefeito de Palmas | Foto: Ruy Bucar

O ex-prefeito de Palmas e pré-candidato a deputado federal Carlos Amastha (PSB) classifica como “absurdo” o clientelismo eleitoreiro desmedido em que se transformou o orçamento do governo federal a partir do orçamento secreto. “Infelizmente, o Brasil virou o país da emenda (parlamentar), não tem mais orçamento. Isso é um absurdo, porque se gasta dinheiro em coisas que não estão dentro de um projeto de desenvolvimento. Não é possível o Brasil com tanto dinheiro público, tanto bilhões e bilhões, sendo gastos dessa maneira”, protesta o ex-prefeito, indignado com a falta de prioridade nos gastos públicos.

O socialista avalia que a filiação do ex-governador Geraldo Alkmin ao PSB para se tornar vice do presidente Lula não altera nada do projeto no partido no Estado, em que busca eleger o senador, dois deputados federais e ao menos quatro deputados estaduais. Garante que no Estado o partido está livre para escolher quem apoiar entre os pré-candidatos. “Eu não tenho restrições a [Ronaldo] Dimas, Wanderlei [Barbosa] ou a Paulo [Mourão], não tenho restrição com ninguém. A gente vai analisar qual é o projeto que nos contempla melhor, mas, principalmente, quero ouvir, no palanque do candidato que a gente apoiar que ele abraça o trabalho que a gente fez em 2018”, comenta.

Amastha classifica de revolucionárias as administrações de Palmas, Gurupi e Araguaína, comandadas por ele, Laurez e Dimas, respectivamente. Segundo o ex-prefeito, o exemplo dessas cidades pode muito bem ser aplicado na gestão do Estado. “É 20 vezes mais fácil fazer deste Estado, em quatro anos, o melhor do Brasil do que fazer isso com Palmas. Porque o Estado tem à disposição instrumentos que a prefeitura não tem”, defende, enfatizando que o potencial de desenvolvimento do Tocantins é enorme e o que falta, segundo ele, é projeto e gestão para implementar políticas que geram desenvolvimento.

O ex-prefeito revela que seu sonho é trazer uma montadora de veículos para o Tocantins. “Meu sonho é trazer uma indústria de carro 100% elétrico. Investimento de R$ 3 bilhões a R$ 4 bilhões. Você acha que o sujeito está preocupado por eu dar um terreno que vale de R$ 6 milhões a R$ 7 milhões? Isso é absolutamente irrelevante. O que é relevante? Uma política pública para essa empresa. Quais isenções vai ter, qual a logística para exportação, a capacitação de mão de obra, isso quem pode fazer é o Estado”, observa.

Carlos Amastha é empresário colombiano-brasileiro. No Tocantins, atuou na área da educação a distância e com shopping centers. Em 2012, candidato a prefeito de Palmas, saiu de 2% nas pesquisas de intenção de voto para vencer as eleições atropelando nomes de peso da política tradicional – Luana Ribeiro e Marcelo Lelis –, que contavam com apoio do Palácio Araguaia. Então, se transformou em fenômeno político. Foi reeleito e em 2018 renunciou para ser candidato a governador, na eleição suplementar, em junho, e na ordinária, em outubro de 2018. Na suplementar, ficou em 3º lugar e na ordinária foi para o 2ڃ turno com Mauro Carlesse, que renunciou para sofrer impeachment depois de ser afastado.

Nesta entrevista exclusiva ao Jornal Opção, concedida no escritório do PSB, em Palmas, o ex-prefeito fala dos seus projetos políticos, da nominata do partido para estas eleições, da força da máquina administrativa nas eleições e da sua aposta na candidatura do técnico de futebol Vanderlei Luxemburgo para senador da República. Amastha se diz surpreso com a popularidade de Luxemburgo em todos os recantos do Estado, fenômeno que atribui ao gosto do brasileiro pelo futebol.

“Modéstia à parte fui um bom gestor, mas fui um péssimo político. Eu fiz tudo errado na política e a gente paga as consequências disso.”

O PSB foi o primeiro partido a negar legenda para candidato com mandato eletivo. Por que essa decisão?

O mais importante é não confundir esta decisão com qualquer tipo de prepotência nem desprezo com os que estão com mandato. Vou te explicar para fazer um paralelo. Por exemplo, o PSDB da prefeitura (Cínthia Ribeiro) tem dois deputados que foram eleitos pelo partido, legítimos, acho que teriam todo o direito de concorrer. No PSB, a gente passa por um processo de reconstrução, eu sempre disse, continuo dizendo e ratifico que modéstia à parte fui um bom gestor, mas fui um péssimo político. Eu fiz tudo errado na política e a gente paga as consequências disso.

Por exemplo?

Ora, faz quatro anos e dez dias que a gente está fora do mandato e sem mandato não se tem condições de fazer gestão. Meu sonho de entrar na política é fazer diferença na vida das pessoas. Isso só se faz com mandato. Te digo isso de péssimo político porque em 2012 me elejo prefeito, sem nenhuma experiência política, apenas com três vereadores na base, aí a gente construiu uma base improvisada para governar e a gente vai para a eleição de 2014. Na eleição de 2014, eu tinha a obrigação de eleger o Tiago Andrino [na época, secretário de Governo e Relações Institucionais] deputado federal. E eu não fiz isso, justamente por não entender de política. A gente tinha no mesmo partido o [deputado] Lázaro Botelho e o Tiago, eu achava um despropósito a gente entrar nas bases eleitorais do deputado, tratamos isso com absoluto respeito e o que terminamos fazendo é que o Tiago terminou como primeiro suplente. E eu não fui entender também porque o espirito de companheirismo que ia daqui para lá não era recíproco. O Tiago nunca teve uma oportunidade de assumir como deputado federal. O que aconteceu me leva a um erro pior. Em 2016, a gente elege, dentro do PSB, 16 prefeitos. Dezesseis prefeitos! A partir do momento em que a gente mostrou o que tinha sido feito em Palmas, foi um plebiscito totalmente favorável, veio a reeleição. Eu fiz muito pouca campanha, não teve necessidade, porque o palmense queria que o Amastha ficasse. Foi a maior vitória eleitoral da história, essa contra a vice-governadora Cláudia Lelis e contra Raul Filho e eu me dediquei muito a fazer gestão e a andar pelo interior e pedir voto para os nossos candidatos. Nós fizemos 16 prefeitos. Seis meses depois, nós tínhamos um prefeito.

O que explica a debandada?

Chegaram os deputados federais e os senadores, não vou falar nomes, são pessoas que eu gosto demais, mas uma prefeita chegou no meu gabinete chorando, disse, “prefeito, você sabe que tenho o maior apreço, tenho o maior prazer de fazer política contigo, o que você me ajudou na campanha, mas o senador tal me fez uma proposta que vai colocar R$ 3 milhões de reais de emenda para pavimentação, mas eu tenho que ir para o partido dele”. O que eu fiz? Falei “fique à vontade, vai”. E dessa maneira foram todos os prefeitos. Então ninguém saiu do PSB porque não houvesse uma identidade pragmática, ideológica e de programa. Todo mundo tinha referência do trabalho em Palmas, todo mundo queria estar junto, mas nós não tínhamos um representante federal. Infelizmente, o Brasil virou o país da emenda (parlamentar) não tem mais orçamento. Acabou, acabou o orçamento, acabaram os projetos, agora você tem que ter um parlamentar; um senador tem cento e tantos milhões por ano, o federal tem R$ 80 milhões. Isso é um absurdo, porque se gasta dinheiro em coisas que não estão dentro de um projeto de desenvolvimento. Não é possível o Brasil com tanto dinheiro público, tanto de bilhões e bilhões, serem gastos dessa maneira. O que a gente vê agora é a festa da Codevasf [Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba], que já está sendo questionada pela CGU [Controladoria-Geral da União), pelos órgãos de controle, virou festa. É rasgar dinheiro público da maneira mais cruel – e o pior é que é legal.

Ricardo Ayres, um amigo da política, mas não é um companheiro e ele sabe disso.”

Mas o que esse cenário tem a ver com as restrições estabelecidas pelo PSB nestas eleições?

Vou concluir. Em 2018, a gente elegeu três deputados federais e meio – o Célio Moura que não fique bravo comigo, mas eu considero que metade de sua eleição foi contribuição nossa. Você sabe que na suplementar [eleição para governador] ele não existia e na hora que apareceu na nossa vice, ele cresce e depois se elege federal na ordinária. Nós elegemos três federais, a Dulce (Miranda), (Osires) Damaso e Vicentinho Junior. Três federais eleitos com o nosso voto, dentro da nossa chapa. E o Tiago, nosso companheiro de luta, fica na primeira suplência novamente. Pergunta se assumiu algum dia a cadeira? Pergunta? Nunca. Em 2018, a gente elege 11 deputados estaduais, 5 no MDB, 2 no PSDB… e 1 no PSB, Ricardo Ayres, um amigo da política, mas não é um companheiro e ele sabe disso. Você viu que passou a eleição e ele já se amarrou no governador Carlesse. Caiu o Carlesse e ele se agarrou ao governador Wanderlei. Ele está errado? Não. Evidentemente, não é o tipo de trabalho que nos interessa. A partir daí, em 2020, a gente chega à decisão de fazer a primeira eleição com chapa pura, sem coligação. Para vereador, fizemos isso, fomos bem sucedidos, elegendo o Júnior Brasão e o Lacerda (do Gás) – e teríamos condições de eleger quatro. Isso não aconteceu porque nós tínhamos candidato na majoritária, Tiago Andrino, isso me obrigou a fazer o que sempre fiz, dar o mesmo tratamento para o PSB, Cidadania e PL. Eleitos com vários compromissos, revezamento, o primeiro e segundo suplente já assumiram. Isso cria um sentimento diferente no grupo. Quando chega 2022 é a mesma dinâmica, vai ser a primeira e última vez, que fique claro, porque esse é um processo que não posso dar continuidade. Isso é pontual para eleição de 2020 e 2022. Para ser essa reconstrução do projeto do partido.

“Nós tivemos uma querida amiga conhecida que virou comunista na semana passada.”

Agora quero lhe responder uma pergunta que você não fez. A coisa mais nojenta que você vê são as pessoas procurando a que partido se filiar por causa da viabilidade de nominata. Isso aí é brincadeira com a democracia. Nós tivemos uma querida amiga conhecida que virou comunista na semana passada.

Como o sr. avalia a filiação do ex-governador Geraldo Alckmin ao PSB? Como o partido no Tocantins se insere no projeto nacional?

Hoje está dado que faremos parte da majoritária colocando o Alckmin como vice-presidente. Vai acontecer lá para julho e agosto. Eu aprendi que nossa política é como olhar para o céu, porque todo dia é uma coisa diferente. Como isso afeta o Tocantins? De maneira alguma. O fato de a gente indicar o vice à Presidência não significa que aqui a gente tenha obrigação de coligar com qualquer partido da base. Eu não tenho restrições com Dimas, com Wanderlei, não tenho restrições com o Paulo, não tenho restrição com ninguém. A gente vai analisar qual é o projeto que nos contempla melhor e, principalmente, quero ouvir, no palanque do candidato que a gente apoiar, que ele abraça o trabalho que a gente fez em 2018.

Laurez, Dimas e Amastha, numa mesma época fazem uma grande diferença nas três cidades.”

O sr. faz parte de um grupo de prefeitos ao lado de Laurez Moreira (Gurupi) e Ronaldo Dimas (Araguaína) que conseguiram aplicar um choque de gestão em suas administrações e despontaram como líderes estaduais. O exemplo de Palmas pode ser aplicado ao Estado?

Sem dúvida. Laurez, Dimas e Amastha, numa mesma época, fizeram uma grande diferença nas três cidades. Modéstia à parte, a maior diferença foi Palmas. Sabe por quê? Vou te falar uma coisa, o Ronaldo Dimas foi muito bom para a infraestrutura, o Laurez, na organização da cidade foi muito bom, mas Amastha foi bom em tudo. Nós fizemos a melhor saúde do Brasil, que não é o caso de Araguaína nem de Gurupi; a melhor educação do Brasil, esporte e turismo, mas não é o Amastha, não entendo nada de educação. Mas eu trouxe o melhor, eu montei uma equipe realmente fantástica. E a gente conseguiu entregar resultado em todas as áreas. Desenvolvimento social e econômico, turismo, lazer, esporte, infraestrutura, educação, saúde, a gente cuidou de tudo. Mas, sem dúvida foram três gestões revolucionárias. Um ano e meio atrás eu chamei o Laurez, chamei o Dimas e falei: “Gente, se tem uma coisa que pode quebrar essa dinâmica de nossa política é a gente se juntar como três prefeitos que fizeram a diferença e vão fazer agora a diferença pelo Estado”. Estou até agora esperando.

O exemplo de Palmas pode ser aplicado ao Estado?

Quando fui candidato em 2012, dizia “vamos fazer de Palmas a melhor cidade para se viver”. O povo falava, “esse colombiano é louco”. Já em 2015, 2016 a pessoas falavam Palmas era a melhor cidade para se viver. Eu dizia, “calma, que ainda falta muito”. Mas claro que o palmense incorporou esse sentimento. Isso é muito lindo. E digo que ninguém faz nada sozinho. Você acha que existe cidade limpa porque a prefeitura varre o dia inteiro a cidade? Não, existe cidade limpa porque as pessoas não jogam lixo. A cidade que eu encontrei era um lixo a céu aberto. No caso do Tocantins, vou falar uma coisa: é potencialidade demais. É 20 vezes mais fácil fazer deste Estado em quatro anos o melhor Estado do Brasil do que fazer isso com Palmas. Porque o Estado tem à disposição instrumentos que a prefeitura não tem. Esta semana eu estava em Brasília, a gente criou um grupo chamado Unidos Brasil, que reúne 370 maiores empresários. Criamos uma frente parlamentar, para você ter uma ideia, com 202 parlamentares. Eu sou amigo de todos esses empresários. Conheço todos. Aí, como prefeito eu trazia, mas a visita não passava de uma cortesia, porque a prefeitura não tem um instrumento que o Estado tem. Dar um terreno para um empresário, você acha que faz diferença? Pela madrugada! Meu sonho é trazer para o Tocantins uma indústria de carro 100% elétrico. Investimento de R$ 3 bilhões a R$ 4 bilhões. Você acha que o sujeito está preocupado se eu vou dar um terreno que vale R$ 6 milhões a R$ 7 milhões? Isso é absolutamente irrelevante. O que é relevante? Uma política pública para a empresa. Quais isenções vai ter, qual a logística para exportação, a capacitação de mão de obra, isso quem pode fazer é o Estado. O potencial deste Estado, a logística, o agronegócio, pecuária, a piscicultura, a floricultura, meu Deus do céu!, o turismo, a riqueza da extração mineral, gente, tem tanta coisa que não dá para imaginar por que a gente está engatinhando ainda dessa maneira para resolver a vida de um milhão e meio de pessoas.

O sr. acusa Laurez Moreira de erro por romper acordo com o PSB e não trabalhar para sua indicação como vice do governador Wanderlei Barbosa. Já existe um acordo para essa indicação e que acordo é esse?

Nós não rompemos por ele ter dado apoio ao Wanderlei. Nós levamos a ele esse apoio. Vou lembrar uma coisa: ele estava sendo maltratado pelo Dimas que discursando dizia “você dá um ótimo vice”. Aí nos reunimos – Tiago Andrino, Gutierres, Laurez, Eduardo Fortes, Stival e eu – e disse assim: “gente nós podemos muito mais. Esse grupo tem muito mais força do que ficar brigando para ser vice de alguém. Leva seu projeto a sério, vamos aproximar do governador Wanderlei que também é uma excelente opção”. E a gente fez isso. Nós o colocamos nessa trilha. E era para fazer um grande projeto todos juntos. Um dia ele me amanhece no PDT. Com qual compromisso? Montar uma chapa estadual e uma federal. Se montar uma chapa estadual é para derrotar Eduardo Forte, que era o projeto da vez? Vocês todos sabem que o Gutierres (Torquato) veio para prefeito e Eduardo Fortes aceitou ser vice porque o projeto estadual era o Eduardo Fortes. E para federal o projeto era o Amastha. Aí ele respondeu, “ah, mas eu nunca falei que o Amastha seria meu candidato federal em Gurupi”. Poderia ser o Gutierres candidato federal lá, porque com o fim da coligação seria ótimo tê-lo candidato pelo 40 (PSB), não pelo PDT.

“Fiquei muito impressionado ao ver como ele (Vanderlei Luxemburgo) é querido no Tocantins inteiro. Com o trabalho que vem fazendo e com a popularidade que ele tem, pode juntar as duas coisas e fazer com que isso vire voto. Se isso ocorrer, ele está eleito senador.”

Como o sr. avalia a disposição do técnico Vanderlei Luxemburgo de disputar um cargo eletivo pelo Tocantins?

Eu fiquei muito impressionado ao ver como ele é querido no Tocantins inteiro. Com o trabalho que vem fazendo e com a popularidade que ele tem, pode juntar as duas coisas e fazer com que isso vire voto. Se isso ocorrer, ele está eleito senador.

Como Luxemburgo vai conseguir entrar nessa briga de gigantes entre essas duas mulheres, Kátia [Abreu, senadora pelo pP] e Dorinha [Seabra, deputada federal pelo União Brasil]?  

As pessoas que não sabem que há oito anos ele está investindo no Tocantins. As pessoas não sabem que ele há quatro anos comprou a Record (TV), as pessoas não sabem mas ele tem um ano e meio realizando um programa que percorre o Tocantins, que já foi em 120 cidades. Então, quando você começa a juntar as peças, não é aquela questão que vão falar, Luxemburgo caiu de paraquedas, a primeira coisa que vão falar, aliás, isso quem inventa é a velha política. Esse papo xenofóbico não cabe.

“As pessoas não decidiram ainda e nem estão empolgadas com este processo (eleições).”

Eleições polarizadas costumam favorecer muito a terceira via, como foi o seu caso em Palmas. A disputa acirrada entre Dimas e Wanderlei não promove isso?

Primeiramente, não vejo que esteja acirrada. Pergunte para as pessoas se estão interessadas? Se for entre os dois, acho que a máquina vence a eleição. Mas, se alguém tiver projeto, coragem e estrutura para andar numa terceira via, acho que tem todas as chances do mundo. Se você fizer uma pesquisa hoje em Palmas, candidato a presidente 35% vão te responder Lula; 30% vão te responder Bolsonaro; 5% vão te responder Moro; 5% vão te falar Ciro e tal. Você tem 80% que responde a tua pergunta e 20% que não vai responder. Que não sabe. Te garanto. Pergunte para governador e você vê a espontânea. Vão te falar Amastha, Carlesse, Wanderlei, as pessoas ainda não decidiram e nem estão empolgadas com este processo. Quem está empolgado com este processo só tem dois segmentos: os políticos e os jornalistas.

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