Grupo Energisa planeja investir R$ 800 milhões no Estado até 2018

Outro grupo quer inaugurar este ano concessionária de caminhão 

Diretores do Grupo Energisa se encontram com o governador Marcelo Miranda e reafirmam parceria com o Estado

Diretores do Grupo Energisa se encontram com o governador Marcelo Miranda e reafirmam parceria com o Estado | Elizeu Oliveira

Gilson Cavalcante

Neste momento de crise econômica por que passa o Brasil, dados apresentados pelo grupo pelo Grupo Energisa ao governador Marcelo Miranda (PMDB), em reunião na semana que passou, revelam que o Tocantins obteve um crescimento, em 2014, de 7,7%, contra 2,2% em nível nacional. Segundo o diretor-presidente da Energisa Tocantins, Riberto José Barbanera, enquanto o Brasil apresenta uma queda no que diz respeito à energia elétrica, no Estado os números são positivos.

“É uma grata surpresa para nós do Tocantins. Estamos vendo o País numa situação delicada, em termos de crescimento, mas aqui no Estado estamos registrando um crescimento considerável; no mês de junho deste ano, fechamos com crescimento de 8%, o que demonstra que o Estado vem crescendo”, observou Barbanera.

O Grupo Energisa planeja investimentos de cerca de R$ 800 milhões no Estado nos próximos três anos. Deste total, cerca de R$ 285 milhões serão direcionados à zona rural. “Viemos mostrar ao governador que somos parceiros do Estado, que estamos trabalhando com planejamento, com o que há de melhor e mais moderno no setor”, relatou o presidente do Conselho Admi­nistrativo do Grupo Energisa, Ivan Muller Botelho.

Para o governador, os números demonstram o quanto o Tocantins tem avançado. “A energia é um item de fundamental importância neste processo de retomada do nosso crescimento econômico e a Energisa tem cumprido seu papel”, considerou.

“Vamos construir três subestações, além de uma nova sede em Palmas e estamos instalando 320 caixas religadoras, equipamentos que possibilitam a redução no tempo de religação de energia aos consumidores”, explicou Botelho.

Onda de crescimento

Na onda desse crescimento, o Tocantins atrai investidores com incentivos fiscais. Nesta terça-feira, 14, o governador Marcelo Miranda recebeu em seu gabinete, no Palácio Araguaia, representantes do Grupo Suécia, para tratar da inauguração da primeira concessionária de vendas e manutenção de caminhões da Volvo em Palmas, previstas para este ano.

“A logística do Tocantins tem diferenciais que o colocam em destaque em relação aos outros Estados. Estamos no centro do País, e atrair investidores para o nosso Estado é uma forma de aquecer a nossa economia”, comemora o governador.

Para o diretor-executivo do Grupo Suécia, que responde pela Volvo, Norton de Oliveira Silva, o encontro com o governador possibilitou melhor conhecimento das potencialidades e incentivos do Tocantins. “Estou bastante impressionado com os projetos de crescimento dentro do Estado. Estamos aqui porque pretendemos fazer parte deste desenvolvimento. Já temos uma concessionária em Araguaína, pretendemos construir uma em Cariri, além de já iniciarmos os preparativos de inauguração de uma concessionária em Palmas”, informou.
Em todo o Estado, de acordo com Norton, serão gerados cerca de 100 empregos diretos. Com suas atividades completamente voltadas para os Estados do Centro-Oeste do País, a Suécia Veículos é uma rede de concessionárias Volvo.

Atualmente, o grupo possui cinco unidades instaladas nas cidades de Uberlândia (MG), Brasília (DF), Rio Verde (GO), Araguaína (TO) e Goiânia (GO). Todas elas destinadas para vendas de veículos, seguros, peças e serviços.

Para economista, não é o agronegócio que gera riqueza para o Estado
Economista Tadeu Zerbini: “Não podemos nos limitar ao agronegócio”

Economista Tadeu Zerbini: “Não podemos nos limitar ao agronegócio” | Gisele França

Quando se analisam os valores de ICMS arrecadados pelo Estado do Tocantins, pode-se verificar que não é o agronegócio que gera riqueza para o Estado, e muito menos para a formação do Imposto sobre a Produção Industrial (IPI) e para o Imposto de Renda (IR) do governo federal, que são a base para transferência de recursos do FPE da União para o nosso Estado.

A avaliação é do economista Tadeu Zerbini, em artigo publicado no Portal CT. Para ele, o equívoco é fazer a sociedade acreditar que o agronegócio tem uma cadeia produtiva que justifica os investimentos.

“São tantos os incentivos fiscais para o agronegócio que o povo tocantinense e o povo brasileiro, ao pagar seus impostos, acabam por financiar os mais ricos e poderosos que são os que estão à frente do agronegócio brasileiro e tocantinense”, sustenta Zerbini. Para ele, os proprietários das terras economicamente viáveis são os empresários da Avenida Paulista, diversos senadores, deputados federais, governadores, deputados estaduais, prefeitos, vereadores, desembargadores, juízes, secretários de Estado, secretários municipais e tantas outras autoridades públicas dos diversos Estados brasileiros e, logicamente, no Tocantins não é diferente.

O economista observa que quem possui uma razoável extensão de terra, tem outras atividades além do agronegócio, principalmente no meio político, tanto é que no Congresso Nacional a bancada ruralista é forte e poderosa: “E o mais interessante é que congrega políticos de todos os partidos, então fica muito fácil para eles fazerem leis que lhes beneficiem, como empréstimos subsidiados, refinanciamento de dívidas e muitas outras benesses. E a maioria do povo, no que vai ser beneficiado pelo agronegócio, principalmente os mais pobres?”, questiona

Zerbini afirma que não é contra o agronegócio nem contra os mais ricos, por considerar que são os mais ricos que geram riquezas e também correm seus riscos. “Mas não podemos continuar com este discurso único de agronegócio. O Tocantins tem que avançar mais”, defende.

Diante desse cenário, o economista faz a seguinte indagação, para que sirva de reflexão: “Com tantas outras oportunidades inovadoras e geradoras de riqueza para todos e não para uma minoria, vamos nos acomodar e ficarmos torcendo, desesperadamente, para que o preço das commodities (soja, carne e eutras), no mercado internacional, não vá à lona?”

Justiça nega pedido de liminar para suspensão de nomeações no governo

O juiz Vandré Marques e Silva indeferiu o pedido de liminar por parte do Sindicato dos Servidores Públicos (Sisepe) contra o governo estadual. O sindicato pediu a suspensão imediatamente das nomeações para cargos, funções comissionadas e contratos temporários, na admi­nistração pública estadual, enquanto estiver ultrapassado o limite prudencial para os gastos com pessoal, e ainda, enquanto não for pago o direito relativo a promoções e progressões, além alguns outros direitos os quais não foram pagos em virtude dos decretos que “suspenderam” a eficácia das leis que os concediam.

“Como se vê, a própria Cons­tituição estabelece medidas energéticas (sic) caso a limitação com a despesa de pessoal não seja respeitada, inclusive a perda dos cargos públicos ocupados pelos próprios sindicalizados do autor, sendo no mínimo contraditório e destituído de fundamento legal, condicionar a atuação do Executivo em realizar nomeações para cargos, funções comissionadas e contratos temporários ao pagamento de direitos relativos a promoções, progressões e outros direitos considerados inconstitucionais pela Administração”, diz a decisão do dia 14 deste mês.

O juiz afirma na decisão que, analisando a documentação acostada junto à contestação, em especial o Demonstrativo da Despesa com Pessoal de Janeiro/De­zembro de 2014, de fato, que o Estado do Tocantins extrapolou o limite de 49% previsto na legislação, “por outro lado, os documentos anexados demonstram que o Poder Público Estadual está realizando medidas para a redução de tais despesas, conforme assim se infere dos demonstrativos que instruem a contestação, cujo comparativo se refere aos meses de dezembro/2014 até março/2015”, afirma.

Outra alegação do juiz é que não cabe ao Judiciário dizer quais as medidas que o Executivo deve tomar até que o limite de 95% não seja excedido, uma vez que ao primeiro é vedado adentrar no mérito administrativo, em respeito ao princípio da separação dos poderes.

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