Folha Filho terá dificuldades para se eleger deputado

 Se sua votação é inexpressiva na cidade em que é vereador, imagina para deputado estadual, quando precisará angariar votos em todo Estado do Tocantins, onde sequer é conhecido, a não ser pela recente prisão?

Folha Filho | Foto: reprodução

A onda de políticos que acreditam que o eleitorado ainda tem o mesmo pensamento retrógrado do século XX parece não ter fim. O presidente da Câmara de Palmas, José do Lago Folha Filho (PSD) que o diga. Após ter sua prisão preventiva decretada na segunda fase da Operação Jogo Limpo, por ser considerado foragido após as buscas iniciais, ele foi preso e prestou depoimento alegando inocência.

Após a liberação, foi reclamar no púlpito na Câmara de Vereadores por ter sido tratado como um cidadão comum — o que há de mal nisso, se todos deveriam ser tratados como tal? — declarando, por fim, que seu natimorto projeto de se tornar deputado estadual continua de pé.

Seria mesmo cômico, se não fosse trágico, como dizia o velho adágio popular. Ora, para se tornar deputado estadual no Tocantins são necessários cerca de 11 ou 12 mil votos e o vereador Folha mal conseguiu obter pouco mais de 2 mil votos nas eleições que disputou. Como pretende arrumar dez mil? Em 2008, foram 2.111 votos para vereador em Palmas. Já em 2012, 1.682 simpatizantes digitaram seu nome nas urnas e, por fim, em 2016, 1.758 eleitores resolveram depositar um voto de confiança para reelegê-lo como vereador.

A missão, portanto, é inglória. Se sua votação é inexpressiva na cidade em que é vereador, imagina para deputado estadual, quando precisará angariar votos em todo Estado do Tocantins, onde sequer é conhecido, a não ser pela recente prisão?

Sua reclusão por 48 horas na Casa de Prisão Provisória de Palmas jogou uma pá de cal nessa pretensão. A pecha de ficha-suja — mesmo que ainda não haja condenação — está impregnada ao referido político. Candidatar-se em 2018 é o que popularmente se denomina “murro em ponta de faca”. Não gaste dinheiro com isso. O mais sensato seria terminar o mandato de vereador em paz, que já está tão abalado pelo irrestrito apoio a Carlos Amastha (PSB).

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