“Fantástico” requentado

Causou estranheza à população tocantinense, de uma for­ma geral, a revista semanal “Fan­tástico”, veiculada aos do­min­gos pela Rede Globo, levar ao ar na sua última edição, ma­té­ria “requentada” sobre o possível desvio de verbas atribuído ao ex-governador Marcelo Mi­ran­da (MDB), justamente após ele deixar o cargo e não ter con­dições de se defender à mes­ma altura e no mesmo pa­ta­mar.

Deixou transparecer uma cla­ra tentativa da emissora glo­bal e sua afiliada regional voltar à tona um assunto que ainda es­tá sendo investigado e já foi no­ticiado há mais de três anos, re­lacionando-o com a cassação do emedebista, quando na verdade, os motivos que o levaram a deixar o cargo de governador não tem, absolutamente, nada a ver, com o suposto superfaturamento das tais obras infraestruturais.

Em entrevista exclusiva ao Jornal Opção, o presidente es­ta­dual do MDB, Derval de Pai­va, mostrou-se indignado com a ação da emissora – motivada sa­be-se lá por quais interesses – e esclareceu que imediatamente após a veiculação da matéria, re­uniu-se com bancada do MDB, que decidiu por emitir no­ta de repúdio. A destacar que os parlamentares fizeram efusivos discursos na tribuna da As­sembleia, reprovando a conduta da emissora.

“A conclusão que eu chego, e faço isso exorcizadamente, é que aquela matéria foi ardilosa e esculpida por falsos interesses, mesmo porque aquele as­sun­to é muito mais do que ve­lho e requentado. As pontes mos­tradas na reportagem fo­ram todas iniciadas e construídas – na sua grande maioria – por mandatários anteriores. En­feitaram e reformularam as falas, certamente por razões que agora lhes interessam, nu­ma tentativa clara de constranger os tribunais, nos quais tramitam as ações judiciais”, contestou o dirigente emedebista.

“Tenho um histórico de luta dentro do MDB e quando co­me­cei a lutar pela democracia, os elementos com os quais com­batíamos durante a ditadura militar era justamente a liberdade de imprensa e da magistratura que, pressionada, julgava, à época, em estado de exceção. Hoje, fico triste e lamentando esse excesso de irresponsabilidade por parte da imprensa. Fico imaginando a serviço e a interesse de quem eles estão, bem como, a que custo. É irritante esse tipo de conduta, que con­sidero um verdadeiro desacato e um desrespeito com a po­pulação tocantinense” finalizou o presidente regional da sigla. l

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