Ex-presidente do TJ é investigado por venda de decisões judiciais

O desembargador, sua esposa, Inês Ribeiro Borges de Sousa, e Duda Pereira foram intimados para prestar depoimento e compareceram à sede da Polícia Federal

ex-presidente do Tribunal de Justiça do Tocantins (TJ-TO), Ronaldo Eurípedes | Foto: reprodução

A Polícia Federal apura se o desembargador e ex-presidente do Tribunal de Justiça do Tocantins (TJ-TO), Ronaldo Eurípedes, vendeu o habeas corpus que concedeu liberdade ao dono de um posto de combustível, Eduardo Pereira, acusado de mandar matar o empresário Wenceslau Gomes Leobas, ainda em 2016, na cidade de Porto Nacional. O desembargador Ronaldo Eurípedes é o principal alvo da Operação Toth da Polícia Federal que investiga venda de sentenças judiciais.

O desembargador, sua esposa, Inês Ribeiro Borges de Sousa, e Duda Pereira foram intimados para prestar depoimento e compareceram à sede da Polícia Federal, na quarta-feira (15).
Ronaldo Eurípedes negou as acusações e disse que as denúncias são infundadas. Já a assessoria de comunicação do TJ-TO informou que não se manifesta sobre investigações em andamento. Ao todo, foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão nos municípios de Palmas, Araguaína, Formoso do Araguaia, Mara Rosa (GO) e Teresina (PI), além de 39 mandados de intimação. A casa, o gabinete do desembargador no TJ-TO e uma fazenda no Estado de Goiás foram alvos de buscas.

Outra polêmica decisão que está sendo investigada é a que concedeu liberdade para o mandante de uma chacina de ciganos na cidade de Araguaína. O crime aconteceu em 2012 e os dois envolvidos no caso foram condenados a mais de 70 anos de prisão. Esse habeas corpus também motivou o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) a abrir um Processo Administrativo Disciplinar para investigar suposta venda de decisão judicial por Ronaldo Eurípedes.

Segundo a PF, as investigações apontaram um elevado crescimento no patrimônio do desembargador desde quando ele assumiu o cargo no Tribunal de Justiça e uma movimentação financeira atípica nas contas bancárias de familiares e pessoas ligadas a ele.

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