Em reunião da ATM, prefeitos decidem pela continuidade de aulas remotas alegando falta de segurança

Dezenas de prefeitos começaram a manifestar preocupação com a medida adotada pelo Executivo Estadual, principalmente os gestores dos Municípios que observam uma escalada dos casos de contaminação por coronavírus

Cerca de 30 prefeitos do Tocantins estiveram na terça-feira, 18, na sede da Associação Tocantinense de Municípios (ATM), em Palmas, para participarem de reunião extraordinária, convocada pela entidade municipalista, que discutiu e deliberou sobre o retorno das aulas presenciais nos Municípios. Na sexta-feira, 14, o Governo do Estado publicou o decreto nº 6.257, que autorizou a partir de segunda-feira, 17, a retomada gradual das atividades educacionais, em âmbito público e privado, no estado do Tocantins.

O presidente da ATM e prefeito de Talismã, Diogo Borges (DEM), disse que após a expedição do decreto pelo Governo do Estado, dezenas de prefeitos começaram a manifestar preocupação com a medida adotada pelo Executivo Estadual, principalmente os gestores dos Municípios que observam uma escalada dos casos de contaminação por coronavírus em seus territórios. “Está havendo oscilações de casos de contaminação na grande maioria dos Municípios, um sobe e desce de números que não traz nenhuma seguridade para o retorno de aulas presenciais neste término de ano letivo”, disse Borges.

Na segunda feira, 17, data em que o Governo do Estado autorizou o retorno presencial das aulas, o Boletim Epidemiológico apontava 331 novos casos de contaminação de coronavírus em 20 municípios tocantinenses. No dia seguinte, 18, o número de casos de transmissão do vírus aumentou 75% em relação ao dia anterior, com 573 novos casos, atingindo 76 Municípios, ao ampliar em 275% o número de Municípios com casos ativos em seus territórios. “Parece haver uma falta de conhecimento das autoridades de Estado sobre o cenário epidemiológico nas localidades”, disse o prefeito de Taguatinga, Paulo Roberto (PSD).

O entendimento entre os prefeitos e as prefeitas presentes na reunião é que a medida adota pelo Estado acentua distorções ao Pacto Federativo, em que o Estado repassa o peso da decisão aos Municípios. “O Estado quer que o Município assuma suas responsabilidades em decisões que exigem planejamento e monitoramento”, disse a prefeita de Jaú do Tocantins, Luciene de Araújo (PSD). “Tenho 12 servidores do Estado lotados em escola estadual contaminados pelo Coronavírus“ revelou o prefeito de Muricilândia, Alessandro Borges (PL). 

Os prefeitos presentes decidiram, de forma unânime, pela continuidade das aulas remotas. “Chegamos a um entendimento de que não há segurança para o retorno das aulas presenciais neste momento, e decidimos pela continuidade das aulas remotas, até uma próxima avaliação, que deve ocorrer no mês de junho. Casos os números estejam positivos, os Municípios retornam as aulas presenciais. Esperamos que até lá o número de vacinados esteja maior, inclusive com a inclusão dos profissionais de educação nos grupos prioritários a serem vacinados”, disse o presidente da ATM.

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