Conhecimento da história favorece interino

Mauro Carlesse (PHS) e seus auxiliares têm demonstrado ser estudiosos da história tocantinense

Wanderlei Barbosa, vice na chapa de Carlesse: “primeiro-ministro” informal | Foto: Reprodução

Certamente, as vitórias do ex-governador Marcelo Miranda (MDB) ocorridas em 2002 e 2006 foram analisadas, restando claro que aquele gestor contava com o apoio dos servidores públicos, justamente porque foram implantadas naquelas gestões a jornada de 6 horas por dia e os planos de cargos, carreiras e salários das mais diversas categorias.

O governador interino tem se mostrado inteligente, à medida que tem feito esforços para antecipar o pagamento da folha dos servidores para o início do mês, em vez do dia 12, e anunciou proposta para a quitação da data-base atrasada.

A data-base 2017, com índice de 3,987%, será dividida em três parcelas. A primeira vai ser implementada na folha de maio (1,32901%), a ser recebida no pagamento de junho; a segunda em julho (1,32901%), com pagamento em agosto; e a terceira em setembro (1,27717%), com pagamento em outubro. Já a data-base de 2018, que corresponde ao índice de 1,69104%, será implementada na folha de novembro, com pagamento em dezembro.

O dinheiro, fruto da arrecadação de impostos, não para de ser creditado nas contas governamentais, todavia, como a liminar proferida pelo Tribunal de Justiça não lhe permite pagar “despesas não urgentes” enquanto durar a interinidade do governo, Carlesse optou por beneficiar os servidores públicos, cujos pagamentos de direitos não estão atrelados àquela decisão judicial.

Pronto. Em apenas uma tacada, o gestor trouxe os sindicatos laborais e a ampla maioria dos servidores públicos para debaixo de suas asas. Estes, por sua vez, segundo os bastidores, estão propensos a votar em Carlesse, não apenas pelos benefícios conquistados, como a jornada reduzida, antecipação da data de pagamento de salários, normalização e pagamento do plano de saúde e implementação da data-base, mas também porque entendem que uma mudança de gestor, nesse momento, causaria impactos negativos e muitos transtornos no que concerne à troca de secretários, auxiliares diretos e indiretos e modelo de gestão. Os servidores demonstram querer estabilidade.

Não se pode olvidar que todos esses atos, por parte do governo estadual, têm o dedo ímpar e a orientação do deputado estadual Wanderlei Barbosa (PHS), candidato a vice-governador na chapa de Carlesse e profundo conhecedor da história do Estado do Tocantins. O parlamentar é hoje quase um “primeiro-ministro” a serviço do Palácio Araguaia que, à francesa, vem ditando as regras do jogo, segundo fontes ligadas ao Poder Executivo estadual.

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