Carlão da Saneatins é preso por suspeita de receber R$ 5 milhões de propina

Foto: Reprodução

O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) informou que a direção do instituto decidiu exonerar o superintendente do órgão no Tocantins e ex-deputado estadual, Carlos Alberto Costa, conhecido como Carlão da Saneatins (PSDB).

A decisão do órgão federal ocorreu após ele ser preso pela Polícia Federal na quarta-feira, 19, em Palmas. Carlão é suspeito de receber R$ 5 milhões em propina ao longo de três anos.

A investigação é sobre um suposto esquema de fraude em licitação e desvio de recursos públicos do órgão.  O Ministério Público Federal afirma que a movimentação bancária nas contas de Carlão é desproporcional e incompatível com a condição de agente público. A investigação começou após um relato anônimo que dizia que Cartão transformou o gabinete do superintendente em verdadeiro ‘balcão de negócios’.

O relato faz menção a uma chamada pública, isto é, uma modalidade de licitação, aberta pelo Incra para selecionar empresas com o objetivo de prestar assistência técnica e extensão rural para 15 mil famílias em 226 assentamentos do Tocantins. Seriam repassados pela União mais de R$ 28 milhões para a execução do serviço.

No processo, consta que 50 empresas atenderam ao chamado público. No entanto, foram selecionadas a Rural Norte Projetos e Assessoria Rural LTDA e a Agroter Serviços de Asistência Técnica de Projetos S/S.

O ex-parlamentar e ex-presidente do órgão está sendo investigado por fraude à licitação, corrupção passiva e alteração de limites, já que há a suspeita que ele também teria incentivado a ocupação de terras litigiosas, supostamente de propriedade da União, sob promessa de posterior regularização fundiária. Desse modo, ele teria incentivado conflitos fundiários.

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