Carajás pedem ao governador eletrificação em aldeias

Carajás com o governador Marleco Miranda, reivindicando benefícios.

Carajás com o governador Marleco Miranda, reivindicando benefícios. | Foto: Divulgação

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O governador Marcelo Mi­randa (PMDB) recebeu na quinta-feira, 7, representantes de algumas das aldeias da região da Ilha do Bananal. Entre as demandas apresentadas, está a eletrificação nas aldeias do norte da ilha. O governador adiantou que já existe projeto nesse sentido junto à Energisa. “Vamos fazer um levantamento de todas as demandas que foram apresentadas, para definirmos os meios de atendê-las. Tratamos de uma agenda altamente positiva e entendemos a necessidade de estudarmos políticas públicas que possam avançar nas questões sociais. Estamos discutindo com a Energisa, um projeto para implantação da rede de energia na região, de modo a encontrar as soluções mais viáveis.”

O cacique da aldeia Lariwana e presidente da Articulação dos Povos Indígenas do Tocantins (Arpit), Natanael Uhanama Karajá, reiterou que a construção de uma estrada para ligar as aldeias ao município da Lagoa da Confusão é uma necessidade dos povos carajás, que atualmente enfrentam a dificuldade de acesso à cidade. Segundo o secretário de Estado da Infraestrutura, Habitação e Serviços Públicos, Sérgio Leão, nesta semana será feita uma visita às aldeias. “Vamos identificar como o Estado poderá atender essa demanda por meio do Projeto de Desenvolvimento Regional Integrado e Sustentável [PDRIS]”, afirmou.

O cacique da aldeia Macaúba, Antecir Wajumani, ressaltou a importância da intervenção governamental junto aos povos carajás. “Precisamos de ajuda para o nosso povo, ajuda para os nossos jovens, o desenvolvimento de projetos é nossa esperança de futuro. Ficamos muito felizes com a notícia da energia, que significa muito mais que ter água gelada, é mais uma possibilidade de avançarmos em áreas como educação indígena”, agradeceu.

Xerentes recebem visita real

Princesa Maria Esmeralda, da Bélgica, com os xerentes: “Eles sempre foram deixados de lado. Temos de proteger seus direitos”

Princesa Maria Esmeralda, da Bélgica, com os xerentes: “Eles sempre foram deixados de lado. Temos de proteger seus direitos” | Foto: Divulgação

Indígenas do Tocantins receberam, na terça-feira 5, uma ilustre visita na aldeia Porteira, localizada em Tocantínia, região central do Estado. Princesa da Bélgica, Maria Esmeralda Adelina Liliana Ana Leopoldina foi ao local para conhecer a cultura dos povos. Ela ganhou presentes e foi até batizada pelos xerentes. A princesa chegou ao local acompanhada do embaixador da Bélgica no Brasil, Jozef Smets. “Para mim, é muito importante visitar povos indígenas. Eu atuo nessa área. Eu sou presidente de uma fundação na Bélgica que ajuda o meio ambiente e também dá voz às populações indígenas”, explicou a princesa.

Ela e o embaixador foram levados para um tour pela aldeia. Depois, a herdeira do trono belga foi batizada pelo povo xerente. O nome escolhido foi Waiti, que significa a lua. Após a cerimônia de batismo, que é comum entre os xerentes, os indígenas mostraram um pouco da cultura da aldeia. Eles apresentaram danças típicas e a tradicional corrida da tora. A princesa teve o corpo pintado com tinta de jenipapo e ganhou presentes fabricados com capim dourado. “Eu acho que eles sempre foram deixados de lado no mundo todo, não só no Brasil. E antes de qualquer coisa, eles têm direitos que nós temos que cuidar, mas além disso temos que ouvi-los. Podemos aprender muito com eles”, disse a princesa.

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