A cerimônia de diplomação dos eleitos, realizada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), no último dia 16, foi um marco importante que separa processo eleitoral do exercício do mandado. A entrega do diploma aos eleitos indica o fechamento do processo eleitoral, incluindo julgamento das contas dos candidatos e recursos contra a diplomação dos eleitos. Após estes procedimentos, os eleitos são diplomados e a partir daí estão prontos para tomar posse e para exercer o mandato, para o qual foram eleitos.

A posse do governador reeleito Wanderlei Barbosa (Republicanos) e do vice-governador Laurez Moreira (PDT) acontece no dia 1º de janeiro de 2023. A posse é conferida pela Assembleia Legislativa, em sessão solene, com esta finalidade. Após a posse o governador segue para o Palácio Araguaia para a cerimônia de transmissão da faixa de governador que simboliza a transmissão do cargo. A faixa normalmente é colocada pelo antecessor, mas como Wanderlei já ocupa o cargo, a faixa deve ser colocada por alguém escolhido por ele. Tudo indica que deve ser o seu pai, ex-prefeito de Palmas, Fenelon Barbosa.

Já posse dos eleitos para o Legislativa acontece no dia 1º de fevereiro de 2023. A senadora eleita, Professora Dorinha (União), toma posse no Senado da República; os oito deputados federais eleitos tomam posse na Câmara Federal e por sua vez os 24 deputados estaduais que integram o parlamento estadual, tomam posse na Assembleia Legislativa.

Na sessão de posse, a primeira da nova legislatura, os deputados depois de empossados se reúnem durante sessão ordinária para eleger a nova mesa diretora da Assembleia Legislativa. Seis deputados articulam apoio para presidir a Casa – Amélio Cayres (Republicanos) Cleiton Cardoso (Republicanos), Ivory de Lira (PC do B), Jorge Frederico (Republicanos), Jair Farias e Nilton Franco (Republicanos) – para o biênio 2023/2025. Amélio Cayres e Ivory de Lira são os dois pré-candidatos mais bem posicionados. Contam com apoio dos pares e com o aval do Palácio Araguaia, pelo menos é o que dizem nos bastidores.

O senador Irajá Abreu (PSD) manifestou na tribuna do Senado preocupação com a ingerência do Palácio Araguaia na eleição da mesa diretora da Assembleia Legislativa. Irajá revelou que o governo do Estado enviou à Assembleia Legislativa proposta para alterar a Constituição Estadual permitindo a realização de eleição dupla para a mesa diretora do Legislativo. “Escolhendo, em fevereiro de 2023, o presidente da Casa e os membros da mesa para os próximos dois anos, 2023-2024. A mesma eleição, segundo o projeto, servirá para eleger a Mesa diretora para o biênio seguinte, de 2025-2026”, explica o senador, que enfatiza que a intenção do governador seria garantir o controle da Assembleia Legislativa para os quatro anos do seu mandato.

A denúncia do senador indica que o governador trabalha para manter o controle da Assembleia Legislativa o que significa dizer que ele vai querer no cargo de presidente um nome de plena confiança. A proposta de alteração da Constituição revela que o governador não quer correr risco, embora tenha a maioria da Assembleia que eleger agora o presidente da Casa que vai assumir daqui a dois anos. O que isso quer dizer, que o governador aproveita o capital político que tem agora, acabou de sair consagrado das urnas, para assegurar governabilidade no futuro.

Essa estratégia fortalece os pré-candidatos de nomes com fortes relações com o governador Wanderlei Barbosa. O deputado Ivory de Lira é o pré-candidato que melhor preenche esses requisitos. Ivory esteve junto com Wanderlei durante os quatro mandatos no Parlamento de Palmas. Foi peça fundamental nas duas vezes em que Wanderlei presidiu aquela Casa de Leis.

Outro nome que tem conquistado adesão é o do deputado Amélio Cayres. Como é o do Bico do Papagaio, Amélio na presidência da Assembleia contribui para a ideia de equilíbrio do poder, visto que a região reivindica maior representação neste governo. Wanderlei, Laurez e Dorinha, representam as regiões centro e sul. Este quesito favorece Cayres. Em resumo, Cayres e Ivory, são os nomes com maior possibilidade de conquistar a presidência. É possível que os dois sejam os escolhidos. Difícil é saber quem será vice de quem, já que a tendência é que o vice no primeiro biênio seja o presidente no segundo biênio.